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ANA estuda solução de transporte para trabalhadores durante madrugada

O presidente executivo da ANA disse esta terça-feira que a empresa está a analisar com a comunidade aeroportuária uma solução de transporte para trabalhadores, após ter conhecimento de casos de funcionários da empresa de 'handling' que dormem no aeroporto.

ANA estuda solução de transporte para trabalhadores durante madrugada

© ANA Aeroportos

Lusa
29/10/2024 16:04 ‧ há 10 meses por Lusa

"Os casos que têm acontecido estão, muitas vezes, relacionados com ausência de transporte público para chegar ao aeroporto, o 'handling' [assistência em aeroportos], começa muito cedo e acaba muito tarde, [...] estas pessoas, às vezes, vão para o aeroporto na véspera", afirmou Thierry Ligonnière, que foi ouvido na comissão parlamentar de Economia, Obras Públicas e Habitação, a pedido do Chega, para esclarecimentos sobre o funcionamento e a segurança nos aeroportos.

 

O presidente executivo da ANA disse que teve conhecimento destes casos de trabalhadores da Menzies (antiga Groundforce) através do requerimento para a audição de hoje e vincou que tal não se verifica nem na empresa que lidera, nem na Portway, a outra empresa de 'handling', da qual a ANA é a única acionista.

"Não é uma situação satisfatória, dormir no sítio onde trabalhamos, é preciso encontrar soluções e a ANA está a analisar com a comunidade aeroportuária uma forma de chegar ao aeroporto muito cedo, para as pessoas evitarem soluções que não são dignas", avançou Thierry Ligonnière.

O responsável da gestora aeroportuária vincou que a assistência a companhias aéreas é uma atividade de "muito pouca margem económica, num contexto bastante concorrencial" e com salários baixos.

"Fica assegurado que aquilo que possamos fazer para evitar estas situações, fá-lo-emos, nomeadamente em relação à parte dos transportes, [...] assegurando a sustentabilidade económica da empresa, porque é o que está também aqui em jogo, a manutenção do emprego", acrescentou.

Já questionado sobre se os aeroportos nacionais são seguros, o presidente executivo da ANA garantiu que a segurança é a primeira prioridade de todos os intervenientes na aviação civil.

Sobre a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), cujas funções de controlo de passageiros à entrada e saída dos aeroportos passaram a ser asseguradas pela Polícia de Segurança Pública (PSP), Ligonnière admitiu que houve algumas dificuldades na transição.

"Do ponto de vista da gestão aeroportuária o que é importante não é a entidade que gere [o controlo de fronteiras], é o tempo que os passageiros demoram a passar neste controlo. Ainda não estamos lá, as coisas estão a melhorar pouco a pouco, os nossos parceiros estão empenhados em fornecer o melhor serviço possível com os recursos que eles têm", apontou o responsável.

Leia Também: Efeitos da privatização da ANA "vão muito para lá" do encaixe financeiro

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