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"Merece ser obviamente Grã-Cruz". Marcelo condecora Tolentino Mendonça

O Presidente da República anunciou que vai condecorar o cardeal com as insígnias da Grã-Cruz da Ordem de Sant'lago da Espada.

"Merece ser obviamente Grã-Cruz". Marcelo condecora Tolentino Mendonça
Notícias ao Minuto

21:05 - 19/06/24 por Notícias ao Minuto

País Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participou esta quarta-feira na entrega do Prémio Pessoa 2023 a José Tolentino Mendonça e anunciou que vai condecorar o cardeal com as insígnias da Grã-Cruz da Ordem de Sant'lago da Espada. "Merece ser obviamente Grã-Cruz", afirmou.

Durante o seu discurso na cerimónia de entrega do Prémio Pessoa, Marcelo reconheceu que José Tolentino Mendonça é "uma das figuras mais necessárias" à sociedade. "O nosso premiado, não sendo um político eleito ou uma estrela mediática, atingiu um outro patamar de notoriedade e relevância", referiu o Chefe de Estado. 

"A este renovado gesto que nos honra a todos não podia deixar de deixar de me associar, como Presidente da República Portuguesa, reconhecido, em nome de todos os portugueses", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, durante a cerimónia de entrega do Prémio Pessoa, na Culturgest, em Lisboa.

O chefe de Estado considerou que, dado o significado nacional do Prémio Pessoa, aquele era "o momento adequado para, depois de entregue o prémio, lhe entregar também as insígnias da grã-cruz da Ordem Militar da Ordem de Santiago d'Espada".

Marcelo afirmou que Tolentino Mendonça é visto pelos portugueses como "alguém que participa em duas categorias: a tradição e o talento individual". Para o Presidente da República, o sacerdote e poeta português "é um homem de diálogo", que "sabe muitíssimo bem que os prémios, mais que uma honra, são um gesto". 

Tolentino Mendonça já tinha sido condecorado, em 2001, com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique e, em 2015, com o grau de comendador da Ordem de Santiago d'Espada, que se destina a distinguir o mérito literário, científico e artístico.

O Presidente da República identificou como marca da sua obra "o princípio de um humanismo transfigurado, atento aos detalhes e aos enigmas da vida concreta de todos, mas mesmo todos, e entrevendo sempre a hipótese, o desejo ou a certeza do divino", presente seja "nas crónicas como nas homilias, nos diálogos como nos discursos, nas entrevistas como nos ensaios bíblicos ou nas meditações".

Segundo o chefe de Estado, "é isso que explica que tenha impressionado tantos que com ele se cruzaram ao longo dos anos, estudantes, alunos, paroquianos, homens e mulheres da cultura, o papa, os jurados do Prémio Pessoa".

Em 2018, Tolentino Mendonça foi nomeado arquivista e bibliotecário da Santa Sé. Em 2019, foi elevado a cardeal.

Em 2020, Marcelo Rebelo de Sousa escolheu-o para presidir às comemorações do Dia de Portugal.

O Prémio Pessoa, no valor de 60 mil euros, é uma iniciativa do jornal Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos que visa reconhecer a atividade de portugueses com papel significativo na vida cultural e científica do país.

O Presidente da República destacou ainda o facto de o Prémio Pessoa ser um "retrato de Francisco Pinto Balsemão" [que instituiu a premiação] e que retrata a "dedicação de décadas de vida a Portugal e a quem atua no domínio da cultura e das artes".

[Notícia atualizada às 23h36]

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