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Cuidados continuados. Associação faz balanço negativo da execução do PRR

O presidente da Associação Nacional de Cuidados Continuados (ANCC) fez hoje um balanço negativo da execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que prevê mais 5.500 camas, alertando que não há ainda qualquer obra em curso.

Cuidados continuados. Associação faz balanço negativo da execução do PRR
Notícias ao Minuto

12:11 - 19/06/24 por Lusa

País Cuidados Continuados

"O balanço é zero. Não há obra em curso", disse José Bourdain, acrescentando que apenas a região Norte publicou todos os relatórios em todas as tipologias e manifestando receio de que não se execute tudo o que está previsto.

José Bourdain, que falava na comissão parlamentar de Saúde, onde hoje foi ouvido sobre 8.º Barómetro de Internamentos Sociais, divulgado em maio e que indicava que em março havia 2.164 camas dos hospitais públicos ocupadas com internamentos indevidos, dos quais 44% aguardavam vaga na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

Questionado sobre o alargamento da rede previsto no PRR, José Bourdain disse que o balanço da execução era "zero" e disse temer que não se executem todos os fundos previstos.

"Ou se decide dentro do espaço de dois meses, no máximo, as camas a atribuir a quem se candidatou ou podemos perder fundos do PRR para os cuidados continuados, o que seria dramático", afirmou.

Para acelerar o processo, à semelhança do que já tinha feito no mês passado, José Bourdain sugeriu que se pudesse isentar as entidades de concurso público.

Na altura, os dados recolhidos pela ANCC indicavam que houve candidaturas para um total de 1.900 camas, a maior parte da Região de Lisboa e Vale do Tejo (1.282).

Das tipologias existentes, a grande fatia de candidaturas foi para camas (1.144) em Unidades de Longa Duração e Manutenção (ULDM), seguidas de 467 camas em Unidades de Convalescença (UC), 247 em Unidades de Média Duração e Recuperação (UMDR) e 42 em Unidades de Cuidados Paliativos (UCP).

O responsável defendeu ainda que a tutela dos cuidados continuados fosse apenas da Saúde, em vez de partilhada com a Segurança Social, como acontece atualmente.

A este respeito, apontou mais uma vez os "habituais atrasos" nos pagamentos por parte da Segurança Social, confirmando que recentemente foram regularizados pagamentos mas que tal acontece sempre que os contratos são renovados, a cada três anos.

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