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Pedrógão Grande. Marcelo "solidário com ideia de futuro" para a região

O Presidente da República evocou hoje as vítimas do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, há sete anos, e declarou-se "solidário com a ideia de futuro" para essa região defendida nas comemorações do Dia de Portugal.

Pedrógão Grande. Marcelo "solidário com ideia de futuro" para a região
Notícias ao Minuto

13:57 - 17/06/24 por Lusa

País Pedrógão Grande

Numa mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou o sétimo aniversário do incêndio de 2017 que atingiu os concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, no qual morreram 66 pessoas e mais de 250 ficaram feridas.

Neste dia, "o Presidente da República está com os familiares e amigos daqueles que partiram", lê-se no texto.

"Mas está também solidário com a ideia de futuro, transmitida pelos seus representantes, no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas", acrescenta-se.

Neste ano, Marcelo Rebelo de Sousa decidiu comemorar o Dia de Portugal nos três concelhos do distrito de Leiria afetados pelo incêndio de 17 de Junho de 2017, e convidou Rui Rosinha, bombeiro que ficou gravemente ferido nesse incêndio, para discursar na cerimónia militar realizada em Pedrógão Grande.

Perante o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República, o primeiro-ministro e outros representantes do Governo e de partidos da oposição, Rui Rosinha pediu "um compromisso sério com estes territórios de baixa densidade", para uma "séria e verdadeira coesão territorial, social e estrutural, e não apenas medidas em papel, sem concretização efetiva".

O chefe de Estado, que interveio a seguir na cerimónia militar do 10 de Junho, deixou também um apelo a um futuro mais igual e menos discriminatório para todas as terras do país, sem novas tragédias como os incêndios de 2017.

"Que este 10 de Junho de 2024 queira dizer: tragédias como as de 2017 nunca mais, futuro mais igual e menos discriminatório para todas as terras, e para todos os portugueses, dever de missão, lugar para a esperança, a confiança, e o sonho, sempre, mesmo nos instantes mais sofridos da nossa vida coletiva", afirmou.

O incêndio que deflagrou em 17 de junho de 2017 em Pedrógão Grande e alastrou a concelhos vizinhos fez 66 mortos e mais de 250 feridos, sete dos quais graves, destruiu meio milhar de casas e 50 empresas.

Em outubro do mesmo ano, outros incêndios na região centro fizeram 49 mortos e cerca de 70 feridos, registando-se ainda a destruição, total ou parcial, de cerca de 1.500 casas e mais de 500 empresas.

Leia Também: Pedrógão Grande. "Que não se volte a repetir e não caia no esquecimento"

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