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"Histórico". Governo terá comissão para evocar 40 anos de Portugal na CEE

Montenegro assinalou que "estamos a entrar no ano que nos levará, no dia 12 de junho de 2025, a celebrar e evocar os 40 anos da adesão de Portugal à UE".

"Histórico". Governo terá comissão para evocar 40 anos de Portugal na CEE
Notícias ao Minuto

18:47 - 12/06/24 por Notícias ao Minuto com Lusa

País Governo

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, recordou que, há 39 anos, consagrou-se a assinatura do tratado que abriu a porta da então Comunidade Económica Europeia (CEE) a Portugal, tendo adiantando à comunidade portuguesa na Suíça, onde se encontra de visita com o chefe de Estado, que o seu Executivo constituirá uma comissão para programar as comemorações do marco.

"Hoje é um dia histórico. Foi a 12 de junho de 1985 que Mário Soares e Rui Machete, no Mosteiro dos Jerónimos, assinaram o Tratado de Portugal de adesão à então Comunidade Económica Europeia, hoje União Europeia (UE)", começou por dizer, esta quarta-feira.

Montenegro assinalou, por isso, que "estamos a entrar no ano que nos levará, no dia 12 de junho de 2025, a celebrar e evocar os 40 anos da adesão de Portugal à UE", razão pela qual anunciou, "em primeira mão", que será constituída uma comissão para programar as comemorações, bem como avaliar o percurso percorrido e envolver os cidadãos.

"Hoje, dia 12 de junho, faz também 60 dias que este Governo foi investido no Parlamento e assumiu a plenitude da sua capacidade de executar o seu programa. Ontem à noite, submetemos à Comissão Europeia um pedido para o desembolso do terceiro e quarto pagamentos do PRR, no valor de 713 milhões de euros, que estavam pendentes de algumas decisões que se conseguiram cumprir nestes 60 dias", disse ainda.

Governo já fez pedido para desembolso de 3.º e 4.º pagamentos do PRR

Governo já fez pedido para desembolso de 3.º e 4.º pagamentos do PRR

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo já submeteu à Comissão Europeia o pedido para desembolso do terceiro e quarto pagamentos do PRR, no valor de 713 milhões de euros.

Lusa | 18:43 - 12/06/2024

Ao encarar a comunidade portuguesa, o chefe do Governo concluiu que "vale a pena ter esperança", ao mesmo tempo que sublinhou ter "muita confiança de que seremos capazes, nos próximos anos, de dar às portuguesas e portugueses as respostas que ambicionam".

"Portugal, neste ano que se comemoram os 50 anos do 25 de Abril, tem tido um percurso que ultrapassou muitas dificuldades, mas felizmente deu aos nossos concidadãos mais qualidade de vida e mais bem-estar do que aquela que tinha há 50 anos. Bem sei que muitos dos que aqui estão não encontraram em Portugal a oportunidade que pretendiam. Espero, sinceramente, que o possam fazer de novo, e que também possam servir o interesse de Portugal quando estão aqui a trabalhar", disse.

Montenegro deu ainda conta de que a presidente da Confederação Helvética, Viola Amherd, "testemunhou o reconhecimento e a gratidão das instituições deste país para com o desempenho e a integração dos portugueses", independentemente das gerações ou das realidades.

"Sabemos que há aqueles que vieram desesperados, em busca de uma oportunidade que não lhes aparecia à frente, e aqueles outros que vieram para se qualificar ainda mais e desenvolver ainda mais o conhecimento que têm. Temos por todos o mesmo respeito e temos por todos o carinho de pretender receber-vos em Portugal novamente, seja vivendo alguns períodos de descanso, seja retornando às nossas fronteiras para nos ajudarem a construir um país mais prospero, mais desenvolvido e mais justo. É isso que vamos tentar fazer em Portugal e bem sabemos que todos seremos poucos para atingir esse objetivo", indicou.

Recorde-se que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro encerram hoje a dupla comemoração do 10 de Junho, que este ano teve como país estrangeiro escolhido a Suíça, onde reside a segunda maior comunidade emigrante portuguesa.

Depois de um dia passado em Genebra, na terça-feira, e de uma escala em Berna para um encontro com a presidente da Confederação Suíça, o final da tarde foi passado em Zurique.

À chegada, vindos de comboio de Berna, o Presidente da República e o primeiro-ministro optaram por ir a pé para o primeiro ponto de agenda, em passo muito acelerado durante cerca de 20 minutos.

A ideia, percebeu mais tarde a comunicação social, era ir a uma cervejaria local, o que acabou por não se concretizar para não atrasar o encontro com representantes da comunidade portuguesa.

[Notícia atualizada às 18h54]

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