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Portugal defende presidenciais "competitivas e justas" na Venezuela

Portugal defende que as eleições presidenciais na Venezuela, previstas para 28 de julho, sejam um processo democrático competitivo e justo, e que a vontade dos venezuelanos seja respeitada, declarou o embaixador português em Caracas, João Pedro Fins do Lago.

Portugal defende presidenciais "competitivas e justas" na Venezuela
Notícias ao Minuto

16:46 - 11/06/24 por Lusa

País João Pedro Fins do Lago

"A mesma paz que Portugal se esforça por defender em todo o mundo, também a quer para a Venezuela. Por isso, neste ano eleitoral [eleições presidenciais], como no próximo [eleições legislativas], desejamos que os processos democráticos sejam competitivos e justos, para que os venezuelanos possam expressar-se sempre com total liberdade e segurança, e sobretudo, que se respeite a voluntária soberana do povo", disse.

João Pedro Fins do Lago falava para centenas de diplomatas e luso-venezuelanos em Caracas, na noite de segunda-feira, durante uma receção que teve lugar na residência oficial do embaixador, com o propósito de assinalar as celebrações locais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Antes de expressar a posição de Portugal, o diplomata indicou que "o momento político que o mundo atravessa é difícil" com o regresso da guerra ao continente europeu e com o conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

"Portugal, apesar de ser um país com recursos humanos limitados, tem-se esforçado por contribuir para a construção e manutenção da paz em todo o mundo. Centenas de militares e forças de segurança portuguesas participam atualmente em missões da ONU no Mali, na República Centro-Africana, no Sudão do Sul e, aqui ao lado, na Colômbia", disse.

Além dessas forças, Portugal tem tropas e navios no Mar Vermelho, no Oceano Índico, no Mediterrâneo e no Golfo da Guiné, tentando assegurar que os mares permaneçam abertos para fins pacíficos e participa em missões de formação, entre elas da União Europeia, que assiste o governo moçambicano na tarefa de proteger a população.

"A comunidade portuguesa [local] conhece bem a Venezuela e seu passado, compreende o momento solene que vivemos e saberá respeitar, como sempre, com equidistância o processo político interno que corresponde aos venezuelanos decidir", frisou.

Segundo João Pedro Fins do Lago as relações entre Portugal e Venezuela, remontam a 1865, têm raízes profundas, estão baseadas na amizade entre os seus povos, e no país há mais de meio milhão de portugueses, aos quais se junta uma importante comunidade lusodescendente.

"Esta diáspora é o vínculo mais forte entre Portugal e Venezuela. Os portugueses chegaram a Venezuela para trabalhar e integraram-se perfeitamente até ao ponto que dizem com orgulho que se sentem portugueses e venezuelanos, porque Portugal e Venezuela formam parte da sua identidade cultural. Por isso, estes portugueses estão aqui e por isso não deixam a Venezuela", afirmou.

Durante a sua intervenção, João Pedro Fins do Lago recordou que Portugal comemora meio-século da restauração da sua democracia, o quinquagésimo aniversário da Revolução dos Cravos.

"No dia 25 de abril de 1974, sem derramamento de sangue, Portugal conseguiu abolir um regime opressor, a ditadura mais antiga da Europa Ocidental, convertendo-se no pioneiro de uma onda mundial de democratização", recordou.

Leia Também: Presos em greve de fome contra precariedade das prisões venezuelanas

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