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PJ e polícia brasileira desmantelam rede que lesou vítimas em Portugal

Operação no Brasil contou com a colaboração da PJ.

PJ e polícia brasileira desmantelam rede que lesou vítimas em Portugal
Notícias ao Minuto

17:00 - 28/05/24 por Notícias ao Minuto

País Brasil

A Polícia Federal brasileira cumpriu na manhã desta terça-feira, dia 28, 21 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva em Fortaleza e outras cinco estados contra uma quadrilha suspeita de desviar cerca de 10 milhões de reais (cerca de 1.8 milhões de euros) numa fraude bancária internacional que fez vítimas em Portugal. 

Segundo um comunicado da Polícia Federal, a organização criminosa foi responsável por desviar a totalidade do dinheiro de contas bancárias de clientes de bancos portugueses.

As investigações apontaram que havia membros do grupo criminoso responsáveis pela invasão dos dispositivos informáticos das vítimas para obtenção de dados bancários.

Aplicavam técnicas de envio de phishing (mediante a criação de sites similares aos dos bancos portugueses), mas também com o envio de smishing (mensagens ) e vishing (chamadas telefónicas).

A divisão de tarefas entre os integrantes da organização criminosa revelou também a existência de pessoas com a função específica de realizar chamadas telefónicas com sotaque de português de Portugal, a fim de convencer as vítimas portuguesas a fornecer dados relevantes ou adotar alguma conduta que permitisse a obtenção de dados sigilosos.

Os valores subtraídos das contas bancárias no nosso país eram inicialmente desviados para contas bancárias abertas em Portugal, cujos titulares eram portugueses, brasileiros e de outras nacionalidades. Após as primeiras transferências bancárias em Portugal, os valores eram levados para o Brasil por outros suspeitos. Estes mantinham contas abertas em empresas que realizam transferências e remessas internacionais de valores, destinadas a receber o dinheiro de origem criminosa no Brasil.

Após recebidos no Brasil em nome de terceiros, os valores eram então transferidos ou levantados em dinheiro e logo após depositados, em favor de pessoas ligadas diretamente aos membros da quadrilha. 

O grupo criminoso ainda lavava os valores das fraudes em vastos investimentos em criptomoedas, que eram convertidas em dinheiro corrente no Brasil para usufruto dos criminosos. São investigados os crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude e lavagem de dinheiro. 

Garante ainda polícia brasileira que a cooperação policial com Polícia Judiciária (PJ) e a cooperação jurídica internacional mantida entre o Brasil e Portugal "foram essenciais para o avanço das investigações no Brasil". As investigações tiveram ainda apoio da Financial Crime and Anti-Corruption Centre (IFCACC) da INTERPOL.

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