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Embaixador palestiniano espera que Portugal reconheça Estado em breve

O embaixador da Palestina em Lisboa, Nabil Abuznaid, afirmou hoje esperar que Portugal se junte em breve a Espanha, Noruega e Irlanda no reconhecimento da Palestina como Estado independente e soberano. 

Embaixador palestiniano espera que Portugal reconheça Estado em breve
Notícias ao Minuto

12:58 - 28/05/24 por Lusa

País Israel/Palestina

Numa mensagem enviada à agência Lusa, Abuznaid manifestou-se esperançoso em que Portugal se torne um dos primeiros países europeus a reconhecer a Palestina, lembrando que o Parlamento português já efetuou esse pedido, "mais do que uma vez", ao governo de Lisboa.

"Espero que Portugal se junte a este grupo de países para estar entre os primeiros países europeus a reconhecer o Estado da Palestina, especialmente porque o amigável povo português é um dos defensores dos direitos do povo palestiniano. Aliás, o parlamento português pediu ao governo mais do que uma vez, desde há muito tempo, que reconhecesse o Estado da Palestina", lê-se na mensagem do diplomata palestiniano.

Abuznaid agradeceu "a todos os povos e governos do mundo que apoiam o povo palestiniano na realização dos seus objetivos nacionais", destacando os países europeus "que hoje reconheceram oficialmente o Estado da Palestina".

Para o diplomata palestiniano, reconhecer o Estado da Palestina "é um passo importante no caminho para a solução de dois Estados, Palestina e Israel, para viverem juntos em paz".

"O não-reconhecimento do Estado da Palestina encorajará a continuação da ocupação e da injustiça contra o povo palestiniano", acrescentou Abuznaid, que destacou os esforços de "um filho de Portugal", António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas.

"Nesta ocasião, devo agradecer também ao filho de Portugal, António Guterres, que lidera a batalha pela humanidade e pelo direito internacional no sentido de proteger o povo palestiniano", sublinhou o diplomata palestiniano, que citou, depois, aspalavras do secretário-geral da ONU proferidas segunda-feira, na sequência de um ataque israelita a um campo de refugiados em Rafah, que provocou 45 mortos.

"Condeno as ações de Israel, que mataram dezenas de civis inocentes que apenas procuravam abrigo neste conflito mortal. Não há lugar seguro em Gaza. Este horror deve parar", disse Guterres, palavras lembradas hoje por Abuznaid.

O Conselho de Ministros de Espanha aprovou hoje o reconhecimento formal da Palestina como Estado, disseram a porta-voz do Governo de Madrid, Pilar Alegría, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jose Manuel Albares, numa conferência de imprensa.

O ministro espanhol defendeu que a decisão tomada em Madrid é uma questão de justiça com o povo palestiniano, mas também "a única via para garantir a Israel a segurança que legitimamente reivindica e o único caminho viável para a paz na região".

Espanha, Noruega e Irlanda comprometeram-se a reconhecer formalmente a Palestina como Estado a partir de hoje, juntando-se a mais de 140 países que já o fizeram em todo o mundo num momento em que Israel tem em curso, desde outubro, uma ofensiva militar na Faixa de Gaza.

O conflito foi desencadeado pelo ataque do grupo islamita Hamas em solo israelita de 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Desde então, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que provocou mais de 36.000 mortos e uma grave crise humanitária, segundo o Hamas, que governa o enclave palestiniano desde 2007.

O Governo israelita condenou Espanha, Irlanda e Noruega, argumentando que estes países enviam a mensagem aos palestinianos de que "o terrorismo compensa".

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