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Vigília pela Palestina junto ao Cinema São Jorge durante festa de Israel

Realização das comemorações do 76.º aniversário do Estado de Israel num espaço municipal está a gerar muita polémica. BE já pediu o cancelamento da mesma. EGEAC não cede.

Vigília pela Palestina junto ao Cinema São Jorge durante festa de Israel

Ao longo dos últimos meses têm-se realizado várias vigílias em solidariedade com a Palestina, um pouco por todo o país. Esta semana, a manifestação irá realizar-se em frente ao Cinema São Jorge, em Lisboa, na quarta-feira, 22 de maio, dia em que o equipamento municipal, gerido pela EGEAC, recebe a festa do 76.º aniversário do Estado de Israel.

A vigília, organizada pela Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina, tem hora marcada para as 20h de amanhã, em luta contra a realização da celebração que assinala, segundo a plataforma, "a expulsão de milhões de palestinianos das suas casas e terras assim como da mortífera ocupação colonial de quase oito décadas".

A plataforma promete ainda "outra ação" nesse mesmo dia, "um pouco antes da vigília". Mais detalhes serão dados em breve.

Recorde-se que a realização da festa de aniversário da criação do Estado de Israel no Cinema São Jorge, que é gerido pela EGEAC, está a gerar muita polémica, devido ao tema fraturante do conflito Israel/Palestina.

Nas redes sociais são muitos os que se manifestam contra a realização da cerimónia num espaço municipal e até o Bloco de Esquerda (BE) já pediu ao presidente da Câmara de Lisboa para que retire o "apoio" a esta iniciativa.

Ao Notícias ao Minuto, a autarquia remeteu esclarecimentos para a EGEAC, que, por sua vez, explicou tratar-se de um evento privado, tal como já foram realizados outros no mesmo espaço. Desta forma, apesar de Israel estar envolvido numa guerra que divide as opiniões públicas, a EGEAC crê "que essa também é parte da sua missão de serviço público".

Vale a pena lembrar ainda que, esta segunda-feira, o Tribunal Penal Internacional (TPI) apelou à emissão de mandados de captura contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, assim como contra vários líderes do Hamas, por crimes de guerra e crimes contra a Humanidade.

Leia Também: Decisão do TPI? "As conclusões do painel de peritos foram unânimes"

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