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Turistas de Israel envolvidos em agressões com manifestantes em Coimbra

Manifestantes dizem ter sido vítimas de violência racista e xenófoba, ameaças de morte e pontapés. Tudo terá acontecido esta sexta-feira, dia 17.

Turistas de Israel envolvidos em agressões com manifestantes em Coimbra

Um grupo de turistas israelitas que visitava a Universidade de Coimbra, esta sexta-feira, dia 17, cruzou-se com um grupo de vinte estudantes que protestava contra a intervenção de Israel na Faixa de Gaza, dando origem a confrontos físicos. 
 

Em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, os ativistas pró-Palestina dizem ter sido "vítimas de violência física e psicológica de índole racista e xenófoba por parte de sionistas, recebendo ameaças de morte, pontapés e discurso de ódio".

O coletivo revela que os ativistas  estavam a expor "de forma pacífica" mensagens de solidariedade, reivindicações, símbolos palestinianos e fotografias do massacre em Gaza quando foram abordadas por um grupo turístico de cerca de 30 pessoas acompanhadas de guia turística.

"Ao aproximarem-se, passaram por cima e cuspiram nos materiais pro Palestina expostos, além de tentarem roubar várias bandeiras palestinas da exposição do Coletivo Coimbra pela Palestina, chegando a partir e rasgar uma delas", afirmam. 

Face à ofensiva "as ativistas tentaram reaver as bandeiras, pedindo pacificamente que saíssem deste espaço, explicando que era uma iniciativa normal que tem vindo a ocorrer nestes dias". Depois, alegam, o grupo "respondeu com violência racista e xenófoba".

Relata ainda o grupo Coimbra pela Palestina que o grupo de "russos residentes em Israel", entre os 60 e 70 anos, intimidou "violentamente uma das ativistas, que é uma mulher, menor e racializada". "Chamaram-lhe 'Fascista', 'Macaca', disseram que 'voltasse para África' e ainda a ameaçaram de morte", acrescentam. 

A violência ter-se-á acentuado, garantem os manifestantes, quando pessoas deste mesmo grupo turístico "começaram a pontapear e a ameaçar de morte outras pessoas na iniciativa pró-Palestina".

De acordo com o Expresso, que avançou a notícia, a PSP teve de intervir para separar os dois grupos. Os polícias chamados ao local escoltaram os turistas israelitas até ao autocarro que os transportou ao local. Segundo a mesma fonte, a polícia “identificou” os contendores, mas não fez qualquer detenção.

O atual conflito na Faixa de Gaza foi desencadeado por um ataque sem precedentes do Hamas no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, de acordo com as autoridades israelitas.

A ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza provocou mais de 35 mil mortos e perto de 80.000 feridos em sete meses, segundo dados do Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo Hamas desde 2007.

Leia Também: Hamas diz que morreram 35.386 pessoas desde início da guerra

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