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Porto. Tentou matar ex-namorada e diz que a "esfaqueou inconscientemente"

O homem que tentou matar a ex-namorada com uma faca em maio de 2023, numa rua no Porto, assumiu hoje em tribunal que a "esfaqueou inconscientemente" e que não queria ter feito aquilo.

Porto. Tentou matar ex-namorada e diz que a "esfaqueou inconscientemente"
Notícias ao Minuto

18:49 - 15/05/24 por Lusa

País Porto

"Não queria ter feito aquilo que fiz, estava sob forte emoção", contou o arguido, acusado de homicídio qualificado na forma tentada, perante o coletivo de juízes do Tribunal São João Novo, no Porto, onde hoje começou a ser julgado.

Segundo a acusação, o arguido movido por ciúmes e rejeição esfaqueou no interior do carro, a 17 de maio de 2023, a ex-namorada no pescoço, peito, ombros, mãos e pernas na rua Azevedo de Albuquerque, junto ao hospital de Santo António, no Porto.

O arguido, em prisão preventiva, explicou que à altura do crime não estava a atravessar um bom momento porque estava sem emprego e sem relacionamento amoroso e a viver no carro.

"Não sabia que ia ter este desfecho", atirou, acrescentando que no dia anterior ao crime se tinha tentado suicidar.

O homem, que explicou já estar separado da vítima desde janeiro de 2023, referiu que pediu à ex-namorada para vir ter com ele ao Porto, dado esta já residir noutra cidade, porque tinha de ser internado e precisava que ela lhe ficasse com o carro para não ficar na rua.

No dia do crime, acrescentou, ela encontrou-se com ele no carro e, já no interior, começaram a discutir e ela tirou uma faca do bolso e esfaqueou-o, apesar de assumir que foi ele que iniciou a discussão.

Para justificar a atuação, o arguido sublinhou que tomava uma medicação diária que, naquela ocasião, não estava a tomar.

Contudo, a mulher, de 25 anos, garantiu que não tinha nenhuma faca com ela e que acabou o relacionamento porque ele era agressivo e tinha "medo que algo pior acontecesse".

A vítima contou que, naquele dia quando entrou no carro, o ex-namorado lhe disse: "Você destruiu a minha vida e agora vou acabar com a sua e trouxe três facas".

Além disso, a mulher relatou que conseguiu escapar do ex-namorado porque conseguiu partir uma das facas com a mão e porque, entretanto, chegou uma pessoa que a ajudou a sair do carro.

A vítima confirmou ainda que o ex-namorado tomava medicação porque tem um défice de atenção, mas passava períodos sem a tomar sem que isso lhe causasse problemas.

No final da primeira sessão de julgamento, que prossegue a 12 de junho, o procurador do Ministério Público (MP) pediu que, em caso de condenação, o arguido seja expulso do país.

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