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"Indignada", Ana Jorge lamenta "desconhecimento" sobre Santa Casa

Provedora está a prestar, esta quarta-feira, declarações sobre a situação na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, aos deputados, depois de ter sido exonerada pelo Governo liderado por Luís Montenegro.

"Indignada", Ana Jorge lamenta "desconhecimento" sobre Santa Casa
Notícias ao Minuto

11:59 - 15/05/24 por Notícias ao Minuto

País Ana Jorge

A provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Ana Jorge, está esta quarta-feira, 15 de maio, a ser ouvida no Parlamento, depois de ter sido exonerada pelo Executivo PSD/CDS-PP, a 30 de abril, por "total inação" e má gestão.

Em resposta aos deputados, que a questionaram sobre a situação financeira da instituição e sobre o negócio de internacionalização dos jogos sociais para o Brasil, Ana Jorge começou por responder às acusações da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho.

"Desempenhei vários cargos políticos sempre com muito orgulho, muita dedicação e lealdade. Sempre que fui chamada ao exercício da política procurei defender uma sociedade mais justa e progressista. Aliás, foi sempre este o meu fascínio da política", começou por dizer, passando de seguida, a responder às acusações do Governo.

"Não posso por isso deixar de ficar indignada perante as acusações de que a mesa e eu própria somos alvo por parte da senhora ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, numa entrevista à RTP", atirou, refutando as mesmas.

"A senhora ministra afirmou que a mesa da Santa Casa tinha agido em beneficio próprio no aumento dos seus vencimentos. Rejeito de forma absoluta estas acusações, as quais lamento profundamente e que revelaram um total desconhecimento por parte do ministério. Os vencimentos são fixados pelo membro do Governo da área da Segurança Social", explicou.

Ana Jorge, que continua em funções apesar de ter sido exonerada, esclareceu ainda que quando entrou na Santa Casa foi feito um levantamento do estado financeiro da instituição, revelando que a mesma corria o risco de "não conseguir pagar salários".

A responsável revelou, também, que ela e a sua equipa foram informados da demissão através de email: "Recebi um email da ministra [do Trabalho] através do chefe de gabinete dela. Dizia que estávamos ‘em gestão’”.

A provedora revelou ainda que todas as medidas "de sustentabilidade" tomadas de maio de 2023 até abril deste ano foram "estão contidas num documento entregue à ministra, conjuntamente com outros 25 documentos", algo que contraria o que disse o Governo, que acusou Ana Jorge de não providenciar esta informação.

Recorde-se que a audição na comissão parlamentar de Trabalho, Segurança Social e Inclusão que hoje se está a realizar foi requerida pelos grupos parlamentares do IL, PS e Chega, depois de, a 30 de abril, o Governo ter exonerado Ana Jorge e os restantes elementos da mesa, com efeitos imediatos, e justificou a decisão com "atuações gravemente negligentes" que afetaram a gestão da instituição.

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