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Caso EDP. Defesa de Salgado pede nova perícia, tribunal adia decisão

O advogado do ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) Ricardo Salgado pediu hoje a realização de uma nova perícia ao ex-banqueiro, visando a suspensão de uma eventual pena no julgamento do Caso EDP, mas o tribunal adiou a decisão.

Caso EDP. Defesa de Salgado pede nova perícia, tribunal adia decisão
Notícias ao Minuto

10:32 - 06/05/24 por Lusa

País Caso EDP

Antes do arranque das alegações finais do Ministério Público (MP), Francisco Proença de Carvalho relembrou que já foi realizada uma perícia neurológica no âmbito deste processo e que apontou para o diagnóstico de Doença de Alzheimer do arguido.

"O tribunal já tem elementos suficientes para declarar a suspensão da pena", referiu o mandatário de Ricardo Salgado, que, "por cautela", acabou por pedir a realização de nova perícia para aferir o grau da doença, com vista a travar o cumprimento de uma eventual pena de prisão efetiva que seja aplicada neste julgamento.

O coletivo de juízes pediu cinco minutos para deliberar e interrompeu a sessão, mas bastou um minuto para voltar à sala de audiência e comunicar que tal só será analisado depois da decisão: "Essa matéria apenas será apreciada em termos de execução da pena caso venha a ser condenado".

Ricardo Salgado já foi alvo de perícias neurológicas no final do ano passado, que confirmaram a existência de doença neurológica do ex-banqueiro.

Com a decisão da juíza-presidente Ana Paula Rosa, a palavra foi passada ao procurador Rui Batista para o arranque das alegações finais do MP neste processo.

Manuel Pinho, em prisão domiciliária desde dezembro de 2021, está a ser julgado no caso EDP por corrupção passiva para ato ilícito, corrupção passiva, branqueamento e fraude fiscal.

A sua mulher, Alexandra Pinho, responde por branqueamento e fraude fiscal - em coautoria material com o marido -, enquanto o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, responde por corrupção ativa para ato ilícito, corrupção ativa e branqueamento.

Leia Também: Julgamento de Manuel Pinho e Ricardo Salgado entra nas alegações finais

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