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Pessoal não policial da PSP ameaça greve sem reunião com ministra

O sindicato que representa os trabalhadores não policiais da PSP ameaçou hoje avançar para greve caso não seja recebido pela ministra da Administração Interna, reivindicando também a equiparação ao suplemento atribuído aos especialistas da Polícia Judiciária (PJ).

Pessoal não policial da PSP ameaça greve sem reunião com ministra
Notícias ao Minuto

17:20 - 23/04/24 por Lusa

País MAI

Em declarações à Lusa, o presidente do Sindicato do Pessoal Técnico de Apoio à Atividade Policial da PSP (SPTAAP-PSP), José Dias, refere que estes profissionais -- nos quais se incluem juristas, economistas, psicólogos, contabilistas ou assistentes administrativos -- não têm as mesmas regalias que os polícias e queixa-se do silêncio do Ministério da Administração Interna (MAI), agora tutelado por Margarida Blasco, ao pedido de reunião já submetido.

"Somos o único sindicato na polícia com direito à greve. Somos um grupo que faz falta à polícia. Por isso, estão os polícias a desempenhar este serviço quando não deviam estar. Vamos exigir o mesmo que é exigido para os polícias, porque nós também corremos algum risco", afirma o dirigente sindical, que dá como prazo limite de 30 de abril para uma resposta do MAI.

Segundo José Dias, há "30 a 40% de polícias" que estão também alocados a estas áreas e com "funções desajustadas" da sua função operacional.

O presidente do SPTAAP-PSP coloca a fasquia das exigências na igualdade ao suplemento que é dado aos especialistas da PJ e que situa em cerca de 600 euros, lembrando ainda que estes profissionais têm um outro suplemento congelado desde 2008.

"Trabalhamos aqui com o mesmo risco, com a mesma penosidade. Trabalhamos o mesmo que os 40% de polícias que estão em funções desajustadas. Caso não nos concedam audiência nem nos ouçam, vamos avançar com um pré-aviso de greve para maio", salienta, lamentando que o seu sindicato seja o único na esfera da Polícia de Segurança Pública (PSP) que ainda não foi recebido.

O SPTAAP-PSP representa cerca de um milhar de profissionais e é o único que, por estar abrangido pelo estatuto geral da Administração Pública, tem direito a fazer greve.

Leia Também: Sindicato dos Oficiais da PSP diz que reunião com MAI "ficou muito aquém"

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