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NATO é "instrumento de paz", mas "pronta para a guerra"

O Presidente da República defendeu hoje, ao assinalar os 75 anos da NATO, a importância do diálogo euro-atlântico e o "reforço da sua componente europeia", enquadrando esta organização como "instrumento de paz", mas "pronta para a guerra".

NATO é "instrumento de paz", mas "pronta para a guerra"
Notícias ao Minuto

19:16 - 03/04/24 por Lusa

País NATO

Numa mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa considera que se vive uma conjuntura em que "as crises internacionais se agravam, nomeadamente na Europa", destacando "a invasão da Ucrânia pela Rússia" e "a influência das guerras na economia, no crescimento, na inflação e nos juros".

Neste contexto, "o Presidente da República sublinha a importância da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), que completa 75 anos de existência e da qual Portugal foi um dos países fundadores, salientando a importância da sua política de segurança e defesa, pautada por uma cultura de consensos e partilha de valores democráticos, bem como a importância do diálogo euro-atlântico e do reforço da sua componente europeia", lê-se na nota.

Segundo o chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas, "o alargamento da Aliança, fruto da razão imperativa de preservar um equilíbrio estratégico" faz desta organização "uma plataforma de entendimentos entre espaços, continentes e países, expressos numa vontade coletiva de uma organização que seja acima de tudo um instrumento de paz, assegurando que, estando pronta para a guerra, a esteja a dissuadir e evitar".

"Ao assinalar a data, o chefe de Estado enaltece, também, todas as mulheres e homens que, ao longo destes 75 anos, deram o seu árduo contributo para que esta Aliança mantivesse o seu propósito, determinação e capacidade de intervenção", acrescenta-se na nota.

Portugal integra a NATO desde a sua fundação, em 1949. Esta aliança política e militar foi constituída por Estados Unidos da América, Canadá, França, Reino Unido, Alemanha e Noruega, entre outros. Grécia e Turquia entraram em 1952. Hungria e Polónia em 1999. 

Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia e Roménia aderiram à NATO em 2004, Albânia e Croácia em 2009, Montenegro em 2017 e Macedónia do Norte em 2020, e mais recentemente a Finlândia, em 2023, e a Suécia, neste ano.

Com estas duas adesões mais recentes, já em contexto de guerra na Ucrânia iniciada com a invasão russa de 24 de fevereiro de 2022, a Aliança Atlântica passou a ter 32 países-membros. 

Leia Também: "É perigoso" NATO 'prometer' financiamento à Ucrânia que não pode cumprir

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