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25 Abril. Programa comemorativo de Lisboa "procura reforçar democracia"

Visitas guiadas, exposições e concertos integram o programa da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para celebrar os 50 anos da revolução do 25 de Abril de 1974, com iniciativas a decorrer ao longo deste ano.

25 Abril. Programa comemorativo de Lisboa "procura reforçar democracia"
Notícias ao Minuto

16:13 - 18/03/24 por Lusa

País Câmara de Lisboa

"No momento em que o regime democrático cumpre meio século, Lisboa, um dos principais palcos da Revolução apresenta um programa comemorativo que procura reforçar a democracia e destacar algumas das principais conquistas do 25 de Abril", informou hoje a CML, lembrando que a data que se assinala marca o nascimento da democracia portuguesa e "simboliza o início de um caminho de profundas transformações económicas, sociais e culturais".

Reforçando que o programa do município vai ser desenvolvido "ao longo de todo o ano de 2024", a CML indicou que as iniciativas propostas se associam às comemorações nacionais, para "encher a cidade dos valores de liberdade, paz, democracia e progresso".

"E todos são chamados a participar e a contribuir", reforçou a autarquia, numa nota divulgada hoje no seu 'site', indicando que as várias iniciativas são de acesso grátis e vão decorrer até 31 de janeiro de 2025, em vários locais da cidade.

Em destaque na programação, a CML indicou o "Festival Política", com colóquios e música, no Cinema São Jorge, nos dias 03, 04 e 05 de abril; a iniciativa "Uma Ideia de Futuro", com um concerto dos 50 anos do 25 de Abril, no Terreiro do Paço, dia 24 de abril, às 22:00; e "Portas Abertas dos Paços do Concelho", com a abertura das instalações do edifício para visita do público, na Praça do Município, dia 25 de abril, das 10:00 às 18:00.

Por categoria de eventos, o programa inclui cinema, comemorações, conferências, cursos e oficinas, dança, exibições, exposições, festivais, literatura, música, teatro e visitas guiadas.

É possível explorar a programação por mês no 'site' da CML, através de https://www.lisboa.pt/50anos25abril.

No mês de abril há MFA - Mostra de Filmes em Alcântara; a exposição Factum, com cerca de 170 fotografias de Eduardo Gageiro, por ocasião dos 50 anos do 25 de Abril, no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional; o projeto expositivo "O tom do pomar [INVASOR ABSTRACTO #7], OSSO colectivo + Júlio Pomar", no Atelier-Museu Júlio Pomar; a visita "Ao encontro da Revolução", no Museu do Aljube - Resistência e Liberdade; o clube de leitura "Páginas de liberdade", na Biblioteca Orlando Ribeiro; e o percurso "Pelas ruas da liberdade", seguindo os caminhos que abriram as portas de Abril -- Terreiro do Paço / à Misericórdia / António Maria Cardoso / Largo do Carmo.

Há também as conferências "Testemunhos da resistência: vemos, ouvimos e lemos", no Museu do Aljube - Resistência e Liberdade; bem como a pintura de cinco murais alusivos ao 25 de Abril, com cinco artistas convidados, segundo o programa da CML.

Junto à divulgação do programa, o presidente da CML, Carlos Moedas (PSD), deixou uma mensagem sobre os 50 anos do 25 de Abril de 1974, afirmando que este "é o momento para recordar este valor da liberdade".

"Um dos grandes nomes da literatura, Albert Camus, disse que a liberdade não é mais do que uma oportunidade para sermos melhores", lembrou o autarca, referindo que "a liberdade significa um horizonte aberto de possibilidades".

Salientando que "hoje as novas gerações dão como garantidas a liberdade e a democracia que Abril" deu, Carlos Moedas alertou que é necessário dar valor a essas conquistas, argumentando que "não relembrar a memória de Abril é cair na tentação da ditadura, onde o horizonte se fecha e a audácia desaparece" e que "o 25 de Abril foi o contrário deste abaixamento do olhar, foi a audácia de ver e ir mais longe".

"Lisboa celebra orgulhosamente os 50 anos daquele 'dia inteiro e limpo'. Fazemo-lo com um alargado programa cultural aberto a todos os lisboetas, onde as exposições se juntam ao teatro e à literatura, ao cinema e à música. Fazemo-lo porque em Lisboa temos memória e sabemos que um país sem história é um país sem futuro. E nós olhamos para o futuro", reforçou.

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