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"Portugueses nunca perdoariam partido que tenha atitude de instabilidade"

As palavras são do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, a propósito dos resultados das eleições legislativas antecipadas de domingo, que deram maioria relativa à Aliança Democrática (AD).

"Portugueses nunca perdoariam partido que tenha atitude de instabilidade"
Notícias ao Minuto

12:40 - 15/03/24 por Notícias ao Minuto

Política Carlos Moedas

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, comentou, esta sexta-feira, os resultados das eleições legislativas antecipadas de domingo, que deram maioria relativa à Aliança Democrática (AD), destacando que "os eleitores portugueses nunca perdoariam a alguém ou algum partido que tenha uma atitude de instabilidade neste momento".

"Há uma responsabilidade enorme da oposição, daqueles que são a oposição, em conseguir dar aos portugueses estabilidade", começou por frisar o autarca, em declarações aos jornalistas.

E continuou: "Seria impensável e penso que os eleitores portugueses nunca perdoariam a alguém ou algum partido que tenha uma atitude de instabilidade neste momento".

De acordo com Carlos Moedas, "o país precisa mesmo dessa estabilidade, precisa de um Governo que funcione", realçando "as condições" resultantes do desfecho das eleições "que tiveram um grande voto de protesto".

"[Há] pessoas que já não acreditam na política e, por isso, foram para os extremos. Essa leitura tem de ser feita. Os portugueses disseram que estão descontentes com a política. É esta a minha interpretação", destacou o presidente da Câmara de Lisboa.

No entanto, reiterou que os votos são de "descontentamento" e não com o objetivo de um pedido para novas eleições. "Penso que as pessoas não querem novas eleições", realçou.

De recordar que a Aliança Democrática (AD), que junta PSD, CDS e PPM, com 29,49%, conseguiu 79 deputados na Assembleia da República, nas eleições legislativas de domingo, contra 77 do PS (28,66%), seguindo-se o Chega com 48 deputados eleitos (18,06%).

A IL, com oito mandatos, o BE, com cinco, e o PAN, com um, mantiveram o número de deputados. O Livre passou de um para quatro eleitos, enquanto a CDU perdeu dois lugares e ficou com quatro deputados.

Estão ainda por apurar os quatro deputados pelos círculos da emigração, o que apenas acontece no dia 20 de março. Só depois dessa data, e de ouvir todos os partidos com representação parlamentar, o Presidente da República indigitará o novo primeiro-ministro.

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