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Agroalimentar pede adequação fiscal com IVA a 6% para alimentos

A Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA) pediu hoje uma adequação da política fiscal à competitividade, sublinhando que Portugal tem uma das taxas médias de IVA mais elevadas da Europa sobre alimentos e bebidas.

Agroalimentar pede adequação fiscal com IVA a 6% para alimentos

© Shutterstock

Lusa
08/03/2024 15:21 ‧ há 1 ano por Lusa

Economia

FIPA

Esta federação pede assim que, na próxima legislatura, os produtos alimentares tenham uma taxa reduzida de IVA.

"Portugal tem hoje uma das taxas médias de IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado] mais elevadas da Europa sobre os alimentos e bebidas", apontou, em comunicado, a federação.

A isto acresce uma "adicional e pesada carga fiscal" sobre as bebidas açucaradas e alcoólicas, através de impostos especiais de consumo (IEC).

Para a FIPA, esta realidade discrimina negativamente alguns alimentos e bebidas, colocando mesmo em causa, no que se refere ao IEC, a "reputação de um setor estratégico para a economia".

Por outro lado, a FIPA defende que o país necessita de uma "visão clara" para a criação de uma rede de infraestruturas "sólida e competitiva", nomeadamente ao nível portuário, e quer um "maior empenho" na eliminação de barreiras alfandegárias.

Estas preocupações integram o documento "Um Compromisso Nacional para a Indústria Agroalimentar -- Prioridades Estratégicas", que a federação entregou, numa ronda de reuniões, aos partidos políticos que tradicionalmente têm assento parlamentar.

Neste compromisso, a indústria agroalimentar apresenta a sua visão para os próximos anos, que defende que vão continuar a ser marcados por uma "elevada imprevisibilidade".

Assim, pede um "elevado espírito de cooperação e união" pela defesa da competitividade e sustentabilidade da indústria, tendo ainda traçado um conjunto de pilares estratégicos -- Inovação e crescimento; Alimentação, nutrição e Saúde e Economia verde.

"Os números revelam que esta indústria transformadora é a que mais contribui para a economia nacional, tanto em volume de negócios (22,4 mil milhões de euros) como em Valor Acrescentado Bruto (3,8 mil milhões de euros), além de ser a indústria que mais emprega em Portugal -- mais de 112.000 postos de trabalho diretos e cerca de 500.000 indiretos", apontou, na mesma nota, o presidente da FIPA, Jorge Henriques.

Este responsável adiantou ainda que, durante a ronda com os partidos, foi lançado o desafio de, na próxima legislatura, se enquadrar os produtos alimentares na taxa reduzida de IVA (6%).

"Acreditamos, por isso, que o setor será finalmente compreendido e as suas reivindicações atendidas. Afinal, numa economia mundial bastante agressiva, a indústria agroalimentar que opera em Portugal dá cartaz e pode contribuir para o equilíbrio da respetiva balança comercial", concluiu.

Leia Também: IGCP realiza leilões de dívida a sete e 18 anos na quarta-feira

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