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Diocese de Viseu solidária com vítima do padre hoje condenado

A Diocese de Viseu manifestou a sua solidariedade para com o jovem que foi vítima do padre Luís Miguel Costa, hoje condenado por tentativa de coação sexual agravada e aliciamento de menor para fins sexuais.

Diocese de Viseu solidária com vítima do padre hoje condenado
Notícias ao Minuto

19:36 - 26/02/24 por Lusa

País Igreja

Viseu, 26 fev 2024 (Lusa) -- A Diocese de Viseu manifestou a sua solidariedade para com o jovem que foi vítima do padre Luís Miguel Costa, hoje condenado por tentativa de coação sexual agravada e aliciamento de menor para fins sexuais.

O Tribunal de Viseu condenou o padre a um ano e 11 meses de prisão, uma pena que ficará suspensa por um período de três anos.

Em comunicado, a diocese comprometeu-se a "reforçar a prevenção, com uma maior atenção pastoral, para que não venham a acontecer atos desta natureza no âmbito eclesial".

O padre encontra-se "afastado do exercício do ministério sacerdotal, aguardando a conclusão do processo canónico, que continua a decorrer nas instâncias da Igreja", acrescentou.

A pena ficará suspensa por um período de três anos, mas sujeita a regime de prova, estando o padre obrigado a frequentar um programa de reabilitação para agressores sexuais de crianças e jovens e a avaliação psicológica e psiquiátrica.

O padre foi também condenado à pena acessória de proibição de exercer profissão, emprego, funções ou atividades públicas ou privadas cujo exercício envolva contacto regular com menores, por um período de dez anos.

No que respeita ao pedido de indemnização feito pela família do menor, o tribunal aceitou-o em parte, estipulando que o padre deve pagar 10 mil euros por danos não patrimoniais.

O tribunal considerou que as declarações do menor, que foram corroboradas pelo pai, juntamente com as mensagens enviadas pelo padre (na altura com 45 anos) para o telemóvel do jovem, são "mais do que suficientes" para a condenação.

À saída do Tribunal de Viseu, o advogado do padre, Paulo Duarte, disse aos jornalistas discordar da sentença hoje proferida e que pretende recorrer.

Já a advogada da família do menor, Cristiana Rodrigues, considerou que hoje foi feita justiça e defendeu que as vítimas deste tipo de crimes devem apresentar queixa.

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