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Ginásio contestado por moradores vai mesmo avançar em Braga

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, afirmou hoje que o projeto de construção de um ginásio na Rua Luís Soares Barbosa "vai avançar nos moldes previstos", apesar da contestação dos moradores.

Ginásio contestado por moradores vai mesmo avançar em Braga
Notícias ao Minuto

12:38 - 19/02/24 por Lusa

País Braga

"A petição dos moradores [contra a construção] não vai mudar a decisão dos órgãos municipais", referiu, sublinhando que os contratos foram assinados e estão em vigor e que a obra vai mesmo avançar.

O assunto foi hoje levado à reunião quinzenal do executivo pelo vereador da CDU, Vítor Rodrigues, no preciso dia em que começaram a ser removidas as árvores existentes no local para permitir a construção do ginásio.

Vítor Rodrigues perguntou por que razão é o município a proceder à remoção das árvores, que destino é que estas vão ter, qual o custo da operação e o porquê de a intervenção começar antes de ser dada resposta formal à petição dos moradores.

O presidente da Câmara disse que as árvores "vão ser replantadas noutro local", adiantando ainda que é o município a proceder à remoção porque os promotores do ginásio "não tinham interesse nas árvores".

Um munícipe, que interveio na reunião no período reservado ao público, disse que hoje é "um dia triste" tanto para ele como para o vereador do Ambiente, Altino Bessa, que em 2015 "andou de enxada na mão" a plantar as árvores naquele local.

Na altura, Altino Bessa disse que aquele seria o novo "pulmão verde" da cidade.

Em causa um espaço onde, em 2015, a câmara tinha plantado cerca de 50 árvores e onde agora vai nascer um complexo desportivo com ginásio e piscina, a cargo de um promotor privado.

Para os moradores, a câmara está a pôr os "interesses imobiliários" à frente dos interesses ambientais e de quem ali vive, eliminando "o único espaço verde" ali existente.

Ricardo Rio já lembrou que não se trata de um espaço verde, mas sim de um local destinado a equipamentos, adiantando que, se não fosse o ginásio, provavelmente ali nasceria uma creche.

O autarca disse ainda que foi cumprida "toda a tramitação formal em vigor", que as licenças estão emitidas e que o contrato está feito.

Explicou também que, em termos legais, o projeto resulta de um concurso público para a concessão da exploração de um terreno municipal para a instalação de um complexo desportivo, cujo lançamento foi aprovado em reunião de executivo municipal, a 26 de novembro de 2018, "com a abstenção inicial do Partido Socialista".

Em resultado da concessão, e para lá das taxas e licenças aplicáveis, o município "realizou um encaixe superior a um milhão de euros, já integralmente liquidado pela concessionária".

A câmara pretende ainda encaixar mais 700 mil euros em taxas adicionais, mas a empresa contesta e já pôs o caso em tribunal.

Na sua contestação, os moradores dizem que o complexo previsto "nada acrescenta à zona", uma vez que há nas imediações dois ginásios e o Complexo Desportivo da Rodovia, as Piscinas Municipais e os campos de ténis.

Sublinham que o empreendimento irá também provocar um aumento de circulação na zona, que "já é caótico", e provocar "grandes transtornos" no acesso ao hospital.

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