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PJ detém homem que pagava a médico certificados de óbito falsos

Em janeiro, a PJ já tinha detido o profissional de saúde. Ambas as detenções ocorreram no Algarve.

PJ detém homem que pagava a médico certificados de óbito falsos
Notícias ao Minuto

13:52 - 08/02/24 por Notícias ao Minuto

País Crime

Um homem com cerca de 60 anos foi detido, na terça-feira, dia 6 de fevereiro, no Algarve, no âmbito da operação Anúbis, que, a 9 de janeiro, resultou na detenção de um médico que emitia certificados de óbito falsos.

O suspeito, que vai responder pela prática do crime de corrupção ativa e posse de arma proibida, está, segundo um comunicado enviado pela Polícia Judiciária (PJ) ao Notícias ao Minuto, esta quinta-feira, "fortemente indiciado de ter pago contrapartidas financeiras ao médico detido na mesma operação a 9 de janeiro, pela emissão de certificados de óbito, tendo em vista agilizar funerais".

Com este esquema, os dois homens agora detidos, impediam, de acordo com a PJ, "a intervenção das autoridades judiciárias ou a realização da autópsia médico-legal, nos termos legalmente previstos, colocando em causa informação sobre as verdadeiras causas da morte, incluindo as que poderiam resultar da prática de crimes".

No decurso das diligências realizadas na terça-feira, os inspetores apreenderam ainda ao homem várias armas de fogo que este detinha de forma ilegal.

Ao ser presente a tribunal, para primeiro interrogatório judicial, foi-lhe determinada a proibição de contactar o médico, assim como o pagamento de uma caução de 20 mil euros para sair em liberdade.

Recorde-se que o médico, detido em janeiro e já proibido de exercer, é suspeito de, desde o início do ano de 2020, em Loulé, mediante a contrapartida do recebimento de quantias monetárias, emitir diversos certificados de óbito "fazendo deles constar falsamente que a causa da morte era conhecida".

"O objetivo seria evitar que os falecidos fossem sujeitos a autópsia médico-legal, ordenada pelo Ministério Público (MP) e desse modo acelerar o funeral", revelou na altura, a Procuradoria de Faro.

O processo está a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Faro.

Leia Também: Médico detido por passar certificados de óbito falsos impedido de exercer

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