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Macas retidas? "Precisamos de mais eficiência nos serviços de urgência"

Declarações da Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte.

Macas retidas? "Precisamos de mais eficiência nos serviços de urgência"
Notícias ao Minuto

09:56 - 05/01/24 por Natacha Nunes Costa

País Saúde

A Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, Ana Paula Martins, compreende que a Liga dos Bombeiros Portugueses queira resolver a questão das macas retidas pelos hospitais durante horas e defende que todos devem ter "consciência dessa dificuldade". Contudo, admite que para os hospitais não é fácil resolver a situação.

"Compreendo perfeitamente que a situação tem de ser solucionada e resolvida. É importante que tenhamos consciência dessa dificuldade. No Hospital de Santa Maria já duplicámos o número de macas para ter maior eficiência, apesar de tudo, no espaço que temos, chega a um momento em que, mesmo que tenhamos mais macas, não conseguimos efetivamente resolver a situação dos doentes", explicou em entrevista ao programa da TVI 'Esta Manhã', questionada sobre o facto de os bombeiros quererem começar a cobrar pelas macas retidas pelos hospitais.

Para a responsável, "não há dúvida nenhuma de que precisamos de ter mais eficiência nos serviços de urgência". No entanto, apesar de procurarem "fazê-lo todos os anos" e de até terem planos de contigência para isso, "há um momento em que o pico de afluência é de tal maneira intenso e elevado, com tempos de espera mais longos, doentes mais complexos, doentes que levam mais tempo a ser avaliados e a fazer exames, que, naturalmente, é muito difícil conseguir fazer essa gestão de uma maneira fluída".

Quanto aos atuais tempos de espera, que estão em 11h no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, segundo a TVI, Ana Paula Martins realça que "é de facto uma altura muito difícil do ano".

"É habitual. Nós já sabemos que todos os anos, nesta altura, temos de facto uma pressão muito grande. Para as nossas equipas é muito difícil, mas o principal e mais importante impacto de todos é para as pessoas que nos procuram. As nossas equipas têm tido muitas dificuldades em conseguir reduzir os tempos [de espera] neste momento. Temos feito um grande esforço nesse sentido e em reduzir o impacto que isso tem em todo o sistema de urgência e emergência de socorro. Nomeadamente, no tempo que gostaríamos de libertar aquilo que são os meios de emergência para poderem ser devolvidos e úteis aos nossos bombeiros para poderem continuar a fazer o socorro que precisam de fazer", afirmou.

Leia Também: Bombeiros vão cobrar taxa por macas retidas em hospitais. 6 horas? 300€

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