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Filho de Marcelo terá tentado intervir em negócio da Santa Casa no Brasil

Nuno Rebelo de Sousa propôs um encontro da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, com o presidente do Banco de Brasília, que seria o banco parceiro da Santa Casa.

Filho de Marcelo terá tentado intervir em negócio da Santa Casa no Brasil
Notícias ao Minuto

20:03 - 16/12/23 por Notícias ao Minuto

País Nuno Rebelo de Sousa

Nuno Rebelo de Sousa, filho do Presidente da República, está envolvido numa nova polémica. Depois de ter sido acusado de pedir ao pai, Marcelo Rebelo de Sousa, para colocar uma 'cunha' no caso do tratamento milionário das gémeas luso-brasileiras, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, Nuno Rebelo de Sousa terá tentado intervir no negócio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) no Brasil.

Segundo revela o programa Exclusivo, da TVI, o filho de Marcelo Rebelo de Sousa propôs um encontro da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, com o presidente do Banco de Brasília, que seria o banco parceiro da Santa Casa.

A parceria da SCML com o Banco de Brasília, recorde-se, foi anunciada no início de abril, com o objetivo de explorar os jogos sociais na capital do Brasil. No entanto, o negócio viria a ser cancelado em outubro devido a prejuízos de milhões de euros e irregularidades numa auditoria. 

Nuno Rebelo de Sousa terá tentado intervir no negócio em abril e mandou uma mensagem, pela plataforma Whatsapp, à ministra Ana Mendes Godinho, questionando-se se acharia "interessante" que o presidente do Banco de Brasília "participasse" numa "conversa sobre as perspectivas Brasil" ou se seria "melhor" manter a conversa entre ambos. Mendes Godinho respondeu: "Acho que é melhor entre nós apenas".

À TVI, a ministra não negou a existência das mensagens, mas assegurou que nunca se reuniu com o presidente do Banco de Brasília, "nem havia razão para o fazer, pois a tutela não teve intervenção na parceria que custou milhões de euros à Santa Casa", conta a estação de Queluz de Baixo.

O gabinete da ministra confirmou a realização de duas reuniões com Nuno Rebelo de Sousa, entre abril e junho, por ser presidente da Federação das Câmaras do Comércio de Portugal. No entanto, garantiu que apenas numa primeira reunião houve um comentário sobre o negócio da Santa Casa.

"Foi ainda comentado, pelo próprio [Nuno Rebelo de Sousa], o que tinha sido tornado público pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa - o facto de a Santa Casa Global ter sido escolhida para, em parceria com o Banco de Brasília, explorar os jogos e lotarias do Estado de Brasília", lê-se num esclarecimento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social enviado à TVI. "O comentário foi feito de forma genérica e não teve nem pressupôs qualquer consequência".

Já na segunda reunião, a nova provedora da Santa Casa, Ana Jorge, esteve presente, mas o ministério garante que o negócio com o Banco de Brasília não foi referido. Contudo, numa mensagem, o filho de Marcelo afirmou que teve "uma conversa muito esclarecedora" com a ministra e a provedora, na qual ficou a par das "reuniões" com o governador do distrito federal de Brasília, o presidente do Banco de Brasília e o governador de São Paulo.

Sublinhe-se que Nuno Rebelo de Sousa, está envolvido no caso do tratamento milionário das gémeas luso-brasileiras, que segundo o programa TVI Exclusivo, teve a 'mão' do Presidente da República.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou ao Notícias ao Minuto que está a investigar o caso. "O processo encontra-se em investigação no Departamento Central de Investigação e Ação Penal Regional de Lisboa e, por ora, não corre contra pessoa determinada", indicou.

As duas meninas, cujo pedido de nacionalidade portuguesa ficou concluído em 14 dias, começaram a ser tratadas em Portugal no início de 2020. O programa da TVI adiantou que o chefe de Estado fez referência à situação das gémeas em e-mails com um neuropediatra, em 2019, e que a família das meninas será conhecida do filho e da nora de Marcelo Rebelo de Sousa.

No início deste mês de dezembro, o Presidente da República, que garantiu anteriormente que não se recordava "minimamente" de como a trama tinha começado, confirmou que, a 21 de outubro de 2019, recebeu um e-mail do filho, Nuno Rebelo de Sousa, sobre a situação das meninas, que era "uma corrida contra o tempo".

"Tinham enviado para Santa Maria a documentação e não tinham resposta. [Perguntou] se era possível saber. No mesmo dia, despachei para o chefe da Casa Civil", explicou.

A resposta chegaria dois dias depois, tendo sido garantido ao filho do Presidente que o processo foi recebido, mas que estavam a ser "analisados vários casos do mesmo tipo", com capacidade de resposta "limitada". 

O email do filho e a (não) intervenção. Marcelo esclarece caso das gémeas

O chefe de Estado convocou os jornalistas para uma declaração no Palácio de Belém, esta segunda-feira.

Daniela Filipe | 18:15 - 04/12/2023

Sublinhe-se ainda que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) também abriu um processo de inspeção "para verificar se foram cumpridas todas as normas aplicáveis a este caso concreto".

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