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Utentes dos concelhos de Almada e Seixal em vigília em defesa do SNS

As Comissões de Utentes de Saúde dos concelhos de Almada e Seixal exigiram hoje medidas imediatas que assegurem o acesso pleno às urgências, em concreto o funcionamento permanente de pediatria e obstetrícia do Hospital Garcia de Orta.

Utentes dos concelhos de Almada e Seixal em vigília em defesa do SNS
Notícias ao Minuto

21:16 - 11/12/23 por Lusa

País Saúde

As comissões realizaram hoje uma vigília à porta do Hospital Garcia de Orta, em Almada, no distrito de Setúbal, à qual se juntaram autarcas dos dois concelhos.

Segundo as duas comissões, as populações de Almada e Seixal não têm acesso às urgências de pediatria em período noturno e as de obstetrícia encerram às 08:00 de sexta-feira e reabrem na segunda-feira às 08:00, "sem que se perspetive a curto prazo, por parte do Ministério da Saúde, a resolução do problema".

No Seixal e em Almada existem cerca de 400 mil utentes.

José Lourenço, da Comissão de Utentes do Seixal, explicou que os utentes estão profundamente preocupados com o clima de incerteza e de insegurança que se vive em torno do acesso aos Serviços de Urgência, agravado pela atual instabilidade política.

Segundo as duas comissões, a desmotivação dos profissionais de saúde mantém-se, no que respeita ao descontentamento com os salários, com os horários e com as condições de trabalho, de evolução nas carreiras e de vínculo laboral que lhes são oferecidas.

"A contratação e a dificuldade em fixar os médicos e outros profissionais no Serviço Nacional de Saúde é dramática e afeta gravemente o acesso dos doentes aos cuidados de saúde de que necessitam", explicam as duas estruturas na convocatória da vigília.

A garantia do acesso à saúde, adiantam, exige que sejam atendidas as reivindicações dos profissionais de saúde pelo que as comissões se manifestam solidárias com a luta que tem vindo a ser desenvolvida pelos trabalhadores do setor.

"Não podemos abdicar do Serviço Nacional de Saúde. Quando a saúde for privada ficamos privados da saúde", disse José Lourenço, em declarações à agência Lusa.

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