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Alemão detido em Portugal tinha perdido emprego por recusar usar máscara

Suspeito de formar grupo armado para se opor às medidas governamentais da Alemanha contra a Covid-19 tinha um mandado de captura europeu. Era procurado desde junho, foi detido em novembro, no Alentejo.

Alemão detido em Portugal tinha perdido emprego por recusar usar máscara
Notícias ao Minuto

11:55 - 06/12/23 por Notícias ao Minuto

País Covid-19

Foram divulgadas mais informações sobre o cidadão alemão detido em Portugal por suspeitas de formar um grupo armado para se opor às medidas governamentais do seu país contra a Covid-19, entre fevereiro de 2021 e maio de 2021.

De acordo com o site DW, trata-se de Joachim T., um fisioterapeuta da Baviera, de 39 anos, que perdeu o emprego por recusar usar máscara durante a pandemia.

Nessa altura, o homem terá iniciado, junto com outros dos suspeitos, de 56 e 63 anos, um movimento, apelando à "resistência armada", que mais tarde culminou no nascimento de 'Paladin', uma organização criminosa, que tinha como finalidade agir contra as medidas de combate ao coronavírus.

Entre outras coisas, Joachim é suspeito de produzir peças de armas com uma impressora 3D e de realizar sessões de treino com outros membros do grupo, apesar de não haver provas da existência de planos para a realização de qualquer ataque em concreto.

O paradeiro do homem era desconhecido desde junho, altura em que as autoridades alemãs deixaram de o conseguir contactar devido à pena suspensa a que tinha sido condenado, no início de 2022, por produção ilegal de armas.

Em novembro, foi detido, por acaso, durante uma operação de fiscalização rodoviária da GNR no Alentejo, depois de os militares repararem que havia um mandado de detenção europeu em seu nome.

O alemão encontra-se atualmente sob custódia em Portugal para cumprimento dos trâmites de extradição para a Alemanha.

Encontros na floresta com roupas camufladas

Depois de ter sido condenado, em 2022, Joachim chegou a dar uma entrevista ao programa 'Panorama' da NDR. Nessa altura, disse que continuava a acreditar que a crise na saúde, criada pelo coronavírus, tinha sido "politizada" e admitiu ter participado em encontros numa floresta, onde os membros envergavam roupas camufladas.

Apesar disso, negou ter fundado qualquer grupo armado.

Leia Também: Alemão acusado de formar grupo armado anti-Covid detido em Portugal

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