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Costa discursou na COP: "Por nós, pelos que sucederão, temos de agir já"

António Costa discursou na COP28 e anunciou que Portugal vai contribuir "com cinco milhões de euros para o novo fundo de perdas e danos sobre o clima".

Costa discursou na COP: "Por nós, pelos que sucederão, temos de agir já"
Notícias ao Minuto

08:06 - 02/12/23 por Notícias ao Minuto com Lusa

País António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, disse, este sábado, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP28), no Dubai, que "Portugal permanecerá um parceiro empenhado" na transição energética e em questões ambientais: "Por nós, pelos que nos sucederão, pelos nossos filhos, pelos nossos netos, pelos netos dos nossos netos, nós temos de agir já e hoje"

O primeiro-ministro português defendeu a necessidade de uma ação climática global mais rápida e ambiciosa para "inverter a trajetória que levará o planeta à rutura" e avisou que "não há humanidade B".

António Costa anunciou, durante o seu discurso, que Portugal vai contribuir "com cinco milhões de euros para o novo fundo de perdas e danos sobre o clima" e lembrou que o país "vai investir, ao longo desta década, mais de 68 milhões de euros na cooperação internacional para o clima".

O primeiro-ministro garantiu ainda que estes "investimentos são uma oportunidade para criar mais e melhores empregos" e que permitem que Portugal seja "a plataforma da indústria verde da União Europeia". Costa referiu também que "investir na qualificação e na requalificação e combater a pobreza energética" são "prioridades" para o país. 

O primeiro-ministro sublinhou a importância dos oceanos no combate às alterações climáticas, um tema que tem vindo a ser esquecido nos resultados das cimeiras anteriores, apesar dos sucessivos apelos dos ambientalistas.

Nessa área, e classificando como essencial na estratégia portuguesa o nexo clima-Oceano, António Costa lembrou que o país antecipou para 2026 a meta de classificar 30% da área marinha e aprovou, na semana passada, a criação da área marinha protegida do Recife do Algarve.

A propósito da proteção ambiental, o chefe de Governo destacou que Portugal já alcançou o objetivo de garantir proteção legal a 30% do território e reafirmou o empenho numa reforma da floresta que previna incêndios florestais.

Depois de já ter dedicado grande parte da agenda na véspera ao financiamento da ação climática, António Costa voltou hoje à COP28, no último de dois dias de deslocação ao Dubai, Emirados Árabes Unidos, onde está a decorrer a cimeira. O primeiro-ministro vai ainda participar numa mesa-redonda sobre mitigação das alterações climáticas.

Já durante a tarde, no Pavilhão de Portugal, o chefe do executivo irá intervir na apresentação da tradução para português do relatório 'Financing Clean Energy in África', da Agência Internacional da Energia.

A COP28, que começou na quarta-feira, termina em 12 de dezembro.

[Notícia atualizada às 09h28]

Leia Também: COP28. António Costa discursa hoje para líderes na cimeira

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