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Sindicatos da PSP e GNR ameaçam protestar por "discriminação" do Governo

Os sindicatos e associações da PSP e da GNR manifestaram-se hoje revoltados com a diferença de tratamento que o Governo deu à Polícia Judiciária ao atribuir um novo suplemento de missão e ameaçam com protestos contra o que consideram "discriminação".

Sindicatos da PSP e GNR ameaçam protestar por "discriminação" do Governo
Notícias ao Minuto

18:15 - 30/11/23 por Lusa

País Autoridades

Na quarta-feira, o Conselho de Ministros aprovou o pagamento de um suplemento de missão para as carreiras da Polícia Judiciária, que, em alguns casos, pode representar um aumento de quase 700 euros por mês.

As estruturas da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republica manifestaram indignação por este tratamento desigual e anunciaram a realização de vários protestos, que podem acontecer em conjunto e serem inéditos.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) considera positiva a melhoria remuneratória e de condições de trabalho para todos os trabalhadores, mas lamenta "a diferença de tratamento e manutenção de uma política 'low cost para a PSP´".

A ASPP sublinha que esta política de polícia 'low-cost' deveria "envergonhar o atual ministro da Administração Interna e candidato a secretário-geral do Partido Socialista".

"Estamos cansados de ver os profissionais da PSP a ser tratados como uma polícia 'low-cost'", referiu à Lusa o presidente da ASPP, considerando insultuoso este "tratamento desigual".

Recordando o aumento de novas valências da PSP e da complexidade e risco da missão, a ASPP exige "a revisão global das condições remuneratórias", nomeadamente a tabela remuneratória e os diversos subsídios e suplementos.

A ASPP avança que na próxima semana vai decidir ações de luta para demonstrar a indignação.

Também o Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) criticou esta diferença entre polícias, referindo que os elementos da PSP se sentem "completamente ignorados por este Governo".

"Os polícias estão extremamente descontentes com o facto da carreira na PSP não ter tido igual valorização à PJ", disse à Lusa o presidente do Sinapol.

Armando Ferreira sublinhou que "o mal-estar na PSP é de tal maneira transversal, que tanto agentes, chefes e oficiais se sentem mal tratados pelo Governo".

"Estamos a ser sujeitos a uma diferenciação que não faz qualquer sentido, uma vez que a primeira, segunda e terceira linha da segurança é feita pela PSP e GNR, que continuam a ter ordenados base de 900 euros", frisou, indicando que na segunda-feira o Sinapol realiza uma assembleia geral onde vai ser proposta a entrega simbólico da carteira profissional da PSP nas esquadras como forma de protesto.

Por sua vez, a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) referiu que "não irá deixar que este assunto se encerre em si próprio", avançando que vai realizar ações de protesto.

"Sem direito à greve, impõem-se formas criativas e inéditas de protesto", sublinha a APG, considerando "absolutamente inaceitável que não tenha existido tratamento igual para os profissionais da GNR, na medida em que também desempenham funções em condições de risco, insalubridade e penosidade, contexto que este suplemento pretende premiar".

A APG lamenta que o Governo tenha optado para os profissionais da GNR por "aumentos salariais simbólicos", destacando que os militares da corporação se sentem "revoltados, descontentes e indignados" com o que consideram ser uma "postura discriminatória".

Esta associação apela ainda ao comando da GNR para que assuma uma posição para "garantir o prestígio e bom-nome da instituição, que se vê diminuída perante a falta de reconhecimento da sua missão orgânica".

Também a Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que integra sindicatos e associações da GNR, PSP, Polícia Marítima, Guarda Prisional e ASAE, manifestou indignação e perplexidade com esta decisão do Governo, condenando "esta forma de tratamento discriminatória".

Em comunicado, a plataforma indica ainda que "o único caminho que o Governo deixa é forçosamente o agudizar da contestação", que poderá assumir "moldes inéditos".

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