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FNAM marca manifestação em outubro. Médicos recusam horas extra

Mais de 1.500 médicos manifestaram "indisponibilidade para fazer mais do que o limite legal de 150 horas suplementares por ano". Médicos estarão em greve nos dias 17 e 18 do próximo mês e a 14 e 15 de novembro.

FNAM marca manifestação em outubro. Médicos recusam horas extra
Notícias ao Minuto

10:18 - 29/09/23 por José Miguel Pires

País Médicos

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) marcou uma manifestação nacional para o próximo dia de 17 de outubro, em frente ao ministério da Saúde, "de forma a exigir um plano capaz de reverter a situação dramática a que chegou o SNS". Mais, a FNAM quer exigir "salários justos e condições de trabalho dignas, num programa de intervenção urgente capaz de fixar médicos no SNS".

Em comunicado, o sindicato acusa que, "aos sucessivos alertas da Federação Nacional dos Médicos (FNAM)", o ministro "respondeu com sobranceria, desvalorizando sistematicamente os sinais de alarme".

"Desprovido de um programa de intervenção capaz, Manuel Pizarro passou a confiar exclusivamente na sorte para evitar uma tragédia. Sendo médicos, aprendemos a não confiar na sorte, e sim na evidência. Por isso mesmo dizemos que ainda vamos a tempo de encontrar uma solução de emergência para salvar o SNS", disse a FNAM, que tem greve marcada para 17 e 18 de outubro, e para 14 e 15 de novembro.

O sindicato liderado por Joana Bordalo e Sá explica ainda que se acumulam "episódios dramáticos, com mais de duas dezenas de hospitais em risco de ficarem sem Serviços de Urgência". São decisões "irregulares" de alguns Conselhos de Administração que "poderão afetar toda a restante atividade programada: consultas, exames, cirurgia e internamento". A FNAM exige, então, um ministro da Saúde que "perceba de Saúde e que não desvalorize o risco de termos um SNS que não sobrevive sem um acordo que defenda a carreira médica".

"O SNS não pode estar dependente das 8 milhões de horas extraordinárias que os médicos realizam por ano", disparou a FNAM.

"Jogadas de bastidores" e "engenharia organizativa"

Na mesma nota informativa, o sindicato revela ainda que "são já mais de 1500 médicos que, em todo o país, entregaram as declarações manifestando indisponibilidade para fazer mais do que o limite legal de 150 horas suplementares por ano, sendo que praticamente não existem hospitais com possibilidade de organizar as escalas de outubro e onde é certo que não será possível fazerem as de novembro e dezembro".

A FNAM pede que, "ao invés de jogadas de bastidores, de engenharia organizativa que lesa uns utentes em detrimento de outros – que é o que está a acontecer com a deslocação de médicos de atividades de serviço programado para garantir serviços de urgência - da tentativa de pressão sobre os médicos que não querem violar o seu compromisso profissional com os utentes trabalhando reféns da exaustão", o ministério da Saúde tenha "a coragem de retroceder na sua inflexibilidade".

Mais, a tutela de Manuel Pizarro deverá "abandonar a escolha de não ouvir quem está no terreno e não incorporar as propostas da FNAM para as grelhas salariais e melhoria das condições de trabalho dos médicos no SNS, e desenvolver um programa tão urgente quanto a emergência de salvar não só os Serviços de Urgência, mas todos os serviços que estão a ser vítimas da sua inoperância e incompetência".

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