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Detidos pela PJ e GNR faziam serviços de transporte para redes europeias

Uma rede portuguesa desmantelada pela Polícia Judiciária (PJ) e pela GNR prestava serviços de transporte para redes europeias de tráfico de droga, dedicando-se também ao furto de reboques de pesados, explicaram hoje as instituições aos jornalistas.

Detidos pela PJ e GNR faziam serviços de transporte para redes europeias
Notícias ao Minuto

12:57 - 13/07/23 por Lusa

País drogas

"Percebemos efetivamente que havia, em Portugal, uma organização que prestava serviço de transporte de estupefacientes, designadamente de Espanha para o centro da Europa", disse hoje, em conferência de imprensa na Diretoria do Norte da PJ, no Porto, Josué Santos, Coordenador da Secção de Investigação de Tráfico de Estupefacientes da Diretoria Norte da PJ.

De acordo com o responsável, "prestavam esses serviços a organizações criminosas de outros países", mas a droga, "à partida, não passaria por Portugal" e seria carregada no sul de Espanha.

Tendo sido feita a vigilância a um camião que se deslocou de Portugal até ao sul de Espanha, tendo ficado num armazém, foi possível ao Corpo Nacional de Polícia (CNP), em coordenação com as autoridades portuguesas, deter 15 pessoas e apreender duas toneladas de haxixe.

No total, a operação envolveu 21 detidos, dos quais seis em Portugal e de nacionalidade portuguesa (três por tráfico de estupefacientes detidos pela PJ, e três por furto detidos pela GNR), além dos 15 em Espanha.

Segundo o inspetor-chefe do CNP Emilio Rodríguez Ramos, no armazém na província de Tarragona "existia um negócio ilegal de armazenamento de fruta", o que levou a que as autoridades espanholas visassem não só o tráfico de droga mas também delitos relacionados com os direitos dos trabalhadores, nomeadamente imigrantes marroquinos sem autorização de residência ou trabalho.

"Num lado estava quem geria ou trabalhava diretamente na distribuição de fruta, e noutro lado quem geria e dirigia a parte do haxixe. De certeza que toda a gente tinha conhecimento", disse o responsável espanhol.

Já a Comandante do Destacamento da GNR de Vila Real, Andreia Miranda, afirmou que "os mesmos suspeitos" detidos pela PJ "não se dedicavam apenas ao tráfico de estupfacientes, mas também furto qualificado de veículos pesados de mercadorias em trânsito para destinos europeus", em valores estimados de "centenas de mihares de euros".

A responsável acrescentou que "os suspeitos que estão em comum nas duas investigações", da PJ e GNR, "tinham atividade no âmbito dos transportes de mercadorias a nível europeu".

"Quando não faziam tráfico de estupefacientes dedicavam-se ao furto de material em trânsito. Haverá aqui outras transportadoras lesadas, e até os próprios destinatários dos produtos, que nunca chegavam a recebê-los", explicou.

A PJ acredita que conseguiu "desmantelar esta organização" que transportava droga para países como Itália ou Alemanha, mas "a investigação continua", segundo Josué Santos, referindo ainda que os suspeitos portugueses residiam na zona Norte do país.

A investigação da PJ teve origem em setembro de 2022, quando um camião de mercadorias oriundo de Portugal foi alvo de uma fiscalização em França, com as autoridades francesas a encontrarem e apreenderem cerca de 485 quilos de haxixe na zona de carga do veículo.

Já a investigação da GNR teve início há cerca de um ano após um furto de um reboque ocorrido na área de intervenção da GNR de Vila Real e foi desenvolvida pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC).

As duas forças nacionais trabalharam depois em conjunto e com as autoridades espanholas.

Leia Também: Grupo traficava droga de Portugal para outros países. Há 21 detidos

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