"A UE tem de refletir desde já e preparar-se para compreender o que é que tem de alterar para poder acolher de uma forma positiva não só a Ucrânia, mas também a Moldova, os países dos Balcãs Ocidentais", sustentou António Costa, em conferencia de imprensa no final de um Conselho Europeu, em Bruxelas.
Durante o início dos trabalhos de hoje da cimeira, o primeiro-ministro português teve um encontro informal com os líderes da Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Países Baixos, Polónia, Roménia e Suécia, num hotel no centro da cidade, para discutir o alargamento da UE.
Para o primeiro-ministro, "com a atual arquitetura institucional e orçamental, a União Europeia não seria um bom local de acolhimento para nenhum país que queira entrar".
"Se queremos honrar, e temos de honrar as expectativas criadas, a UE tem de se adaptar previamente", completou o chefe do executivo português.
António Costa referiu que esta discussão "vai prosseguir de uma maneira mais formal" nos próximos seis meses, durante a presidência espanhola do Conselho da União Europeia, que começa no sábado.
Na quinta-feira de manhã, o presidente do PSD, Luís Montenegro, considerou que as notícias sobre uma hipotética nomeação de António Costa para um cargo europeu são um 'fait divers' para desviar a opinião pública da falta de soluções para os problemas do país.
Questionado sobre as declarações de Luís Montenegro, o primeiro-ministro concordou que "é um 'fait divers'".
"Sabem bem que a fonte não é o PS. Mas quantas vezes é que eu tenho de responder à mesma pergunta? Não sei bem o que é que ainda não foi compreendido sobre essa resposta", acrescentou o também secretário-geral do PS.
Os jornalistas perguntaram se a questão tinha sido abordada com os restantes líderes europeus, mas o primeiro-ministro limitou-se a responder que não revela o teor das conversas com os chefes de Estado e de Governo da UE.
[Notícia atualizada às 15h12]
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