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Centenas de trabalhadores desfilam em Lisboa por melhores condições

Largas centenas de trabalhadores de vários setores do público e privado desfilam hoje em Lisboa numa ação convocada pela CGTP a exigir "mais salário e mais pensões", defendendo que "o povo não aguenta o aumento do custo de vida".

Notícias ao Minuto

16:55 - 28/06/23 por Lusa

País Lisboa

Os trabalhadores partiram do Cais do Sodré, em Lisboa, cerca das 15h20, sob um forte calor, rumo à Assembleia da República, numa iniciativa que se insere no dia nacional de luta da CGTP.

No início da manifestação, a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, saudou os "muitos milhares de trabalhadores" que hoje participaram em todo o país nas várias ações, entre greves, concentrações, plenários e manifestações e avisou que "a luta vai continuar".

Entre os manifestantes, Luís Leitão, técnico de gás numa empresa privada, considerou importante participar no protesto salientando que "é necessário e urgente aumentar o salário, porque cada vez é mais difícil fazer face ao custo de vida".

"Há dez anos ganhava mais do que ganho agora, ou seja, com menos dinheiro fazia uma melhor vida do que faço agora", sublinhou Luís Leitão, defendendo que os trabalhadores devem manifestar-se porque se assim não for "é o come e cala".

Joaquim Nunes, reformado, disse que sofreu um corte de 300 euros na reforma, o que aponta como "um roubo, uma pouca vergonha" e hoje em dia vive "com dificuldades", considerando que a medida IVA zero "é gozar com o povo" porque o custo de vida continua a aumentar.

Por sua vez, Amélia Pereira, trabalhadora de hotelaria e sindicalista, defendeu que os trabalhadores do setor não se sentem valorizados, mas antes "ameaçados, espezinhados e como trapos" ao mesmo tempo que "dão lucros" aos patrões, sem que haja o devido reconhecimento.

O dia nacional de luta da CGTP incluiu várias ações, como concentrações e greves em vários setores, do público ao privado, com impacto na indústria alimentar, indústria metalúrgica, hotelaria e no comércio, com uma greve nacional na grande distribuição.

A CGTP reivindica um aumento dos salários para todos os trabalhadores em, pelo menos, 10% com um mínimo de 100 euros, a subida do salário mínimo para 850 euros e outras medidas que respondam ao aumento do custo de vida.

[Notícia atualizada às 19h00]

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