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Compressa do tamanho de "bola de golfe" deixada em mulher durante parto

Caso aconteceu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Compressa do tamanho de "bola de golfe" deixada em mulher durante parto
Notícias ao Minuto

16:06 - 27/06/23 por Notícias ao Minuto

País Hospital de Santa Maria

Uma mulher descobriu, semanas depois de dar à luz no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que os profissionais de saúde responsáveis pelo parto lhe tinham deixado uma compressa "superior a uma bola de golfe" na vagina, por esquecimento.

O caso é revelado pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), esta terça-feira, numa das várias deliberações feitas por esta entidade durante o primeiro trimestre de 2023.

De acordo com a ERS, a utente queixa-se de ter sentido "bastante desconforto" no pós-parto, algo que pensava estar relacionado com os "pontos", pelo que foi tomando os analgésicos, que lhe tinham sido receitados, "de forma ininterrupta", durante duas semanas.

Passados 15 dias, o desconforto mantinha-se. A paciente decidiu então marcar uma consulta com a médica que a acompanhou durante a gravidez, que também exerce funções no Santa Maria.

Alguns dias depois, a mulher foi vista pela ginecologista que, ao observar-lhe o períneo, encontrou, "surpreendentemente", uma compressa "do tamanho um pouco superior a uma bola de golfe" na vagina.

Após analisar os elementos apurados no decurso da instrução dos autos, a ERS concluiu que a conduta dos profissionais do Santa Maria foi, neste caso, "negligente e desrespeitadora".

Além disso, segundo a mesma deliberação, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, ao qual pertence o Hospital de Santa Maria, "não esclareceu", quando questionado, "em que moldes é que é efetuada a 'revisão vaginal após o parto', nem tão pouco resulta dos autos que essa prática esteja vertida em procedimentos e regras escritas".

Perante isto, a ERS emitiu uma "instrução" ao CHULN no sentido de garantir o respeito pelos "direitos e interesses legítimos dos utentes, nomeadamente, o direito aos cuidados adequados, tecnicamente mais corretos, com humanidade e prontidão".

Além disso, a ERS sublinha que é necessário que o CHULN adote "procedimentos aptos a garantir que todos os instrumentos e/ou compressas" utilizados no decurso do trabalho de parto "são corretamente removidos, assegurando, a todo o momento, a qualidade e a segurança dos cuidados de saúde prestados".

Por fim, realça a ERS que as unidades hospitalares devem cumprir, em permanência, as regras da notificação de incidentes e eventos adversos, adotando procedimentos e/ou normas internas para a identificação, registo e comunicação de erros.

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