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Infarmed autoriza medicamento para cancro da mama triplo negativo

A utilização do medicamento pembrolizumab no cancro da mama triplo negativo metastático, reivindicado por doentes, vai ser autorizada pelo Infarmed, segundo fonte oficial.

Infarmed autoriza medicamento para cancro da mama triplo negativo
Notícias ao Minuto

15:16 - 27/06/23 por Lusa

País Infarmed

De acordo com a mesma fonte, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) já solicitou ao laboratório titular do fármaco a submissão de um plano de acesso precoce.

O apelo à disponibilização pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) do medicamento pembrolizumab para este tipo de cancro da mama deu origem a duas petições, ambas dirigidas à Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), que reuniram mais de 50 mil assinaturas.

Questionado hoje pela agência Lusa sobre a disponibilização deste medicamento às doentes com cancro da mama triplo negativo metastático, o Infarmed referiu que "à luz de novos dados" decorrentes do relatório de avaliação farmacoterapêutica do medicamento, se constatou que "o mesmo é passível de ser autorizado".

Relativamente à utilização de pembrolizumab neste tipo de cancro no contexto da doença avançada/metastática, o Infarmed adianta numa resposta escrita enviada à Lusa que na sequência da "reapreciação deste pedido de Plano de Acesso Precoce (PAP) à luz dos novos dados, decorrentes do relatório de avaliação farmacoterapêutica do medicamento (nesta indicação), que ficou concluído recentemente, conclui-se que o mesmo é passível de ser autorizado".

Em declarações à agência Lusa, uma fonte do Infarmed adiantou que este processo já começou no ano passado, teve "avanços e recuos", e que agora, à luz dos novos dados, se verificou que este tratamento constitui "uma mais-valia terapêutica".

Segundo a mesma fonte, o Infarmed já solicitou ao laboratório titular do medicamento que submeta o plano de acesso precoce para que os médicos possam pedir o medicamento mediante autorizações excecionais.

A obtenção de autorização de introdução no mercado para os medicamentos inovadores é atribuída em regra pela Comissão Europeia, após parecer da Agência Europeia de Medicamentos.

Depois desta fase, e para que possam ser utilizados e financiados pelo SNS, os medicamentos devem demonstrar vantagem terapêutica e vantagem económica face à prática clínica nacional, de forma a garantir o acesso de todos os cidadãos quer às terapêuticas inovadoras, quer aos demais cuidados que necessitem no contexto do SNS.

Esta avaliação é realizada pela Comissão de Avaliação de Tecnologias de Saúde (CATS do Infarmed que integra peritos clínicos (médicos) com conhecimento e experiência reconhecida no tratamento de doentes nos hospitais do SNS.

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