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Covid. Manter alerta máximo é concordante com "posição cautelosa" da OMS

A Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública considerou hoje que a decisão da OMS de manter o nível máximo de alerta para a covid-19 é concordante com a "posição cautelosa" que tem mantido de "não desconsiderar esta doença".

Covid. Manter alerta máximo é concordante com "posição cautelosa" da OMS
Notícias ao Minuto

13:55 - 30/01/23 por Lusa

País ANMSP

O presidente da associação, Gustavo Tato Borges, disse à Lusa que encara a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) como "lógica e compreensível", tendo em conta também a postura que tem tido relativamente à covid-19 e à pandemia.

"Portanto, é concordante com a posição cautelosa que a OMS sempre teve de não desconsiderar esta doença de uma forma tão genérica como alguns países têm desconsiderado e lançando sempre alertas", justificou o médico de saúde pública, recordando a posição da instituição sobre os casos na China.

Gustavo Tato Borges lembrou também os alertas da OMS sobre as variantes do coronavírus SARS-CoV-2 que foram aparecendo, sobre as diferentes coberturas vacinais existentes no mundo e o risco de se estar "a menosprezar esta doença, criando locais que possam ser viveiros de novas variantes".

"Considero que até mesmo com esta vaga de frio que estamos a assistir no mundo, com cidades na China a atingirem menos 53 graus centígrados acaba por ser uma decisão cautelosa", disse, sublinhando que ainda se está no período de inverno em que a covid-19, a gripe e as infeções respiratórias se transmitem de "uma forma intensa".

Para Gustavo Tato Borges, até a OMS conseguir ter noção de qual é a previsibilidade da variação epidemiológica desta doença, a visibilidade ao nível do aparecimento de novas variantes e em que é que elas se traduzem, "é perfeitamente compreensível que mantenha para já este nível de alerta".

Contudo, disse acreditar que a declaração de emergência em saúde pública de âmbito internacional poderá ficar ultrapassada durante este ano, "não querendo com isto dizer que a pandemia terminou, mas apenas que deixou de estar sob esta vigilância tão intensa, porque deixou de constituir um risco tão acrescido, apesar de ainda poder não estar efetivamente controlada ou endémica em todos os pontos do globo".

Questionado sobre a possibilidade de poderem voltar a ser decretadas algumas medidas em alguns países para combater a pandemia, Gustavo Tato Borges esclareceu que "a OMS nunca definiu obrigatoriamente medidas de intervenção", mas aconselhou várias, como o uso de máscara que continua a recomendar nesta fase.

"Cada país tem a necessidade e a obrigatoriedade quase de vigiar a sua situação epidemiológica e promover a implementação de medidas que possam ser interessantes e necessárias para combater", se a situação epidemiológica se tornar relevante a esse ponto.

O médico sublinhou que já não se está a olhar para o número de casos, mas para a mortalidade e para as taxas de internamento hospitalar.

Aludindo a Portugal, disse que, pela maneira, como tem corrido este inverno, não se está à espera que, "num futuro próximo, haja necessidade de reverter algumas das medidas que, entretanto, foram levantadas".

"Esperemos que a situação continue desta forma para podermos manter a nossa vida no dia-a-dia", rematou Gustavo Tato Borges.

A OMS decidiu manter o nível máximo de alerta para a pandemia de covid-19, depois de uma reunião do Comité de Emergência dos Regulamentos Internacionais de Saúde.

Embora o comité tenha reconhecido que a pandemia pode estar a aproximar-se de um ponto de viragem, decidiu que "não há dúvida" de que o coronavírus SARS-CoV-2 continuará a ser um agente patogénico permanentemente estabelecido em seres humanos e animais para o futuro e, por conseguinte, é criticamente necessária uma ação de saúde pública a longo prazo, anunciou a OMS em comunicado hoje divulgado.

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