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JMJ. Bispo diz que custo de altar-palco o "magoou" e quer avaliar valor

D. Américo Aguiar, presidente da Fundação JMJ, garantiu que o processo de idealização do Parque Tejo teve o apoio do Presidente da República, do primeiro-ministro e do então presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

JMJ. Bispo diz que custo de altar-palco o "magoou" e quer avaliar valor

O bispo D. Américo Aguiar, presidente da Fundação Jornada Mundial da Juventude (JMJ), esteve a esclarecer as polémicas em torno do altar-palco que será construído no Parque Tejo, um conjunto de terrenos a norte do Parque das Nações, tanto da autarquia de Lisboa como da autarquia de Loures, que custará mais de 5 milhões de euros. Em relação a esse valor revelou que foi um número que o "magoou", referindo que vai reunir com os responsáveis para aferir "a razão para este valor" já "nos próximos dias".

"Magoou-nos a todos"

"Aquilo que significou o anúncio há dias do ajuste direto da obra do palco do Parque Tejo, confesso, também, que o número me magoou. Magoou-me a mim, magoou o Duarte [Ricciardi, secretário executivo da JMJ], magoou-nos a todos. Vivemos um tempo em que todos vivemos as dificuldades. A Igreja vive o dia-a-dia das dificuldades das famílias”, sublinhou o bispo.

D. Américo Aguiar disse que a organização "vai partilhar até ao cêntimo" o custo deste evento, e que afirmou já ter falado com Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa e ainda a ministra Ana Catarina Mendes, para avaliar "com um microscópio qual a razão desse valor". "Parcelas que puderem ser eliminadas, pediremos para serem eliminadas", frisou.

"Da nossa parte, lamentamos que isto tenha acontecido na nossa ausência no Panamá”, continuou D. Américo Aguiar, prometendo que não vão 'desbaratar' "um cêntimo". "Se calhar, se no primeiro dia, se imediatamente tivéssemos tido oportunidade de esclarecer, se calhar as coisas não tinham tomado a proporção que tomaram”, disse ainda.

O bispo disse ter sabido do valor que custaria o altar-palco pela notícia avançada pelo jornal Observador. "Não sabia nem tinha que saber", explicou D. Américo Aguiar, esclarecendo não ser verdade "que o Presidente da República soubesse".

Evento "clarinho, até ao cêntimo"

"Não sou empreiteiro e também não sou o dono da obra. O que conversei com o presidente da Câmara é que no mínimo é nossa obrigação sentarmo-nos com o autor do projeto, com a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), e vermos porque é que custa 4,2 milhões. E, de tudo o que ali está, o que é que, da nossa responsabilidade, possa ser eliminado", continuou ainda, em resposta às questões dos jornalistas.

D. Américo Aguiar reiterou a promessa de um evento "clarinho, até ao cêntimo", com a organização a assumir prejuízos que possam vir a resultar deste evento. "Os lucros que porventura existam serão entregues para projetos que envolvam a juventude" dos municípios de Lisboa e Loures, assegurou, no entanto.

"Estamos a falar de uma estrutura com dimensões XXL, com altura de quase 3 andares, em razão da sua localização, de maneira a que tudo o que vai acontecer seja visível pelos peregrinos, que se vão estender por mais de três quilómetros", continuou o homem responsável pelos preparativos, que, revelou, tiveram em conta os relatórios da JMJ do Panamá, que aconteceu em 2019, e das anteriores, entre elas a de Madrid, de Cracóvia e do Rio de Janeiro.

"Cometer erros novos é humano, repetir erros é burrice"

Sobre outros palcos que vão formar a JMJ, nomeadamente aquele que está a ser pensado para o parque Eduardo VII, o bispo foi claro: "Cometer erros novos é humano, repetir erros é burrice."

D. Américo Aguiar garantiu, ainda, que "a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2023 só acontece em Portugal porque quando o Cardeal de Lisboa falou com o Presidente da República, que é o mesmo, com o primeiro-ministro, que é o mesmo, e com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que entretanto mudou, todos estes representantes do Estado manifestaram todo o apoio e disponibilidade".

A Jornada Mundial da Juventude, para muitos o maior acontecimento da Igreja Católica, realiza-se este ano em Lisboa, entre 1 e 6 de agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas. As principais cerimónias da jornada - que tem como momento alto uma missa dirigida pelo Papa Francisco - decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

O altar-palco onde o Papa Francisco dará a missa final deste evento terá capacidade para cerca de 2 mil pessoas, metade das quais deverão ser bispos.

Leia Também: "Sem a JMJ, a Câmara [de Loures] não ia conseguir" projetar parque verde

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