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PSD considera que Cravinho "não tem condições para continuar no cargo"

O Ministro dos Negócios Estrangeiros está a ser ouvido na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, para esclarecer o caso de derrapagem nas obras do Hospital Militar de Belém em 2020, que tiveram custo de 3,2 milhões de euros. Destacou, até agora, no entanto, que foram feitas "muitas insinuações e afirmações mas, em concreto, nada".

PSD considera que Cravinho "não tem condições para continuar no cargo"
Notícias ao Minuto

15:37 - 24/01/23 por Notícias ao Minuto

Política PSD

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, foi chamado ao Parlamento, esta terça-feira, para ser ouvido na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas sobre o caso de derrapagem nas obras do Hospital Militar de Belém em 2020, que tiveram custo de 3,2 milhões de euros.

A primeira intervenção foi feita pelo deputado do Partido Social Democrata (PSD), João Montenegro, que salientou que o ministro "não tem condições para continuar a exercer o cargo". 

"A prestação como membro do Governo está ferida de morte", frisou o deputado, acrescentando que "um ministro que mentiu nesta casa, não tem condições para continuar", começou por dizer, acrescentando que ocorreram "muitas trapalhadas em apenas 10 meses de governação".

Em resposta, João Gomes Cravinho salientou que foram feitas "muitas insinuações e afirmações mas, em concreto, nada", contornando as questões do partido.

O ministro tinha começado a intervenção desta terça-feira por destacar que "a política externa tem sido consensual e assim continuará a ser". "Desde que deflagrou a guerra, Portugal tem estado muito ativo no âmbito politico, militar e humanitário", referiu, denotando ainda que "a guerra reforçou a força da unidade Atlântica".

Como objetivos para 2023, João Gomes Cravinho planeia fazer uma ação bilateral de apoio à Ucrânia, reforçar apoio a países como Marrocos e Argélia, aproveitar a nova dinâmica do Brasil para dinamizar novas relações com o país, apoiar a reeleição de António Vitorino e trabalhar para reforçar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Há cerca de um mês, também no Parlamento, João Gomes Cravinho já tinha afirmado sobre o assunto em cima da mesa que nunca autorizou um aumento da despesa nas obras do Hospital Militar de Belém em 2020, que tiveram custo de 3,2 milhões de euros, depois de inicialmente estimadas em 750 mil euros. Nessa altura, Gomes Cravinho garantiu não ter tido conhecimento da derrapagem.

O primeiro-ministro António Costa, assegurou, também hoje, que mantém “a confiança nos membros do Governo que estão em funções”, após confrontado com o facto de o ministro dos Negócios Estrangeiros ter assumido que, enquanto titular da pasta da Defesa, no anterior Governo, teve conhecimento da derrapagem nos custos das obras do antigo Hospital Militar de Belém.

[Notícia atualizada às 16h07]

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