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Roubo de armas? "Não foi deduzida acusação" contra vice-chefe do Exército

Foi hoje noticiado que Rui Pereira foi constituído arguido pelo Ministério Público (MP) por suspeitas de encobrimento de um roubo de armas de guerra. Exército esclarece que 'vice' não está "indiciado da prática de qualquer crime".

Roubo de armas? "Não foi deduzida acusação" contra vice-chefe do Exército
Notícias ao Minuto

23:44 - 06/01/23 por Notícias ao Minuto

País Exercício

O Exército garantiu, esta sexta-feira, que o vice-chefe do Estado-Maior do Exército, o tenente-general Rui Pereira, não está “indiciado da prática de qualquer crime” e que foi arquivado um inquérito instaurado pelo desaparecimento de armas de guerra. 

Em causa está uma notícia avançada na edição de hoje do jornal Nascer do Sol, que revelava que Rui Pereira foi constituído arguido pelo Ministério Público (MP) por suspeitas de encobrimento de um roubo de armas de guerra.

Em comunicado enviado às redações, o Exército quis esclarecer que “corresponde à verdade” que o tenente-general “foi constituído arguido, no dia 12 de setembro de 2022, no âmbito de um processo de inquérito que corre os seus termos na 10.ª Secção do DIAP de Lisboa”.

No entanto, frisou que “contra o referido Oficial-General não foi deduzida qualquer acusação, não estando o mesmo indiciado da prática de qualquer crime”.

Além do mais, o Ministério Público informou o Exército, em dezembro de 2022, que no “inquérito instaurado pelo desaparecimento das armas, foi proferido despacho de arquivamento”. 

Segundo o Exército, “decorre ainda outro inquérito, instaurado na sequência do primeiro, sobre o qual não foi ainda proferido despacho final”.

O jornal Nascer do Sol avançou hoje que o furto de armas - um conjunto de pistolas Walther de 9 mm - ocorreu em janeiro de 2019, durante uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU) na República Centro-Africana.

Rui Pereira terá então impedido a comunicação do furto e pedido que o comandante da unidade portuguesa, o tenente-coronel Óscar Fontoura, relatasse que as armas tinham desaparecido durante confrontos com rebeldes muçulmanos

Segundo a publicação, “seria mais fácil justificar o desaparecimento das armas durante uma operação que envolveu trocas de tiros do que em resultado de um furto”.

Leia Também: Exército abre "processo urgente" a alegadas práticas violentas a recruta

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