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Maus-tratos em creche da Pontinha? Ministério Público abre inquérito

Segundo uma ex-funcionária, há agressões verbais de índole racista. "Com os africanos é preta, preta burra. E se [a criança] chamar a mãe, [dizem-lhe que] a mãe está em cima de um preto", afirmou.

Maus-tratos em creche da Pontinha? Ministério Público abre inquérito
Notícias ao Minuto

16:09 - 30/11/22 por Notícias ao Minuto

País Pontinha

O Ministério Público (MP) abriu um inquérito aos alegados maus-tratos que ocorreram na creche 'O Ruca', na Pontinha, em Lisboa, avança a CNN Portugal. Segundo revelou uma ex-funcionária, crianças, com idades entre os 1 e 5 anos, são agredidas física e verbalmente se não se portarem corretamente. Foi apresentada uma denúncia na Polícia de Segurança Pública (PSP).

A diretora e funcionárias de um infantário na Pontinha, no concelho de Odivelas, estão a ser acusadas de maus-tratos por parte de uma ex-funcionária do estabelecimento, confirmou esta terça-feira o Notícias ao Minuto junto do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública.

Segundo a força de segurança, foi apresentada uma denúncia anónima por "relatos de maus-tratos" na creche e jardim de infância 'O Ruca', na Pontinha, contra a diretora e funcionárias do estabelecimento. "Come ou rebento-te agora. Come, vou partir-te a boca", terá dito a diretora do infantário a uma criança de menos de cinco anos, segundo declarações de uma ex-funcionária à TVI/CNN Portugal. 

Há agressões verbais de índole racista. "Com os africanos é preta, preta burra. E se [a criança] chamar a mãe, [dizem-lhe que] a mãe está em cima de um preto"

A ex-funcionária recorda ainda um momento em que uma criança de "três ou quatro anos não quis comer", fazendo com que as funcionárias "misturassem a sopa com a comida" e obrigassem a criança a permanecer na mesa. "O menino comeu e dormiu em cima da comida. Estava debruçado em cima da mesa, a dormir em cima do prato", explicou.

Durante uma ocasião, em que uma criança pequena também não quis comer, o castigo foi ficar dentro de uma casa de banho ao escuro. "Tirou-o da mesa, meteu–o na casa de banho. O miúdo fez chichi e ainda teve de levar porque fez chichi nas cuecas", contou.

Uma outra criança foi obrigada a dormir na casa de banho porque "acorda muitas vezes e acorda os colegas". Já um menino, que mordeu um colega, "levou três chapadas na boca".

Segundo a ex-funcionária, há ainda agressões verbais de índole racista. "Com os africanos é preta, preta burra. E se [a criança] chamar a mãe, [dizem-lhe que] a mãe está em cima de um preto", afirmou.

O infantário conta com duas educadoras e duas auxiliares para cerca de 30 crianças, entre os 1 e 5 anos, e está em funcionamento há cerca de 20 anos.

Leia Também: Diretora e funcionárias de infantário na Pontinha acusadas de maus-tratos

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