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Chefes da urgência do Hospital de Ponta Delgada demitem-se

Os chefes do serviço de urgência do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, demitiram-se, seguindo as demissões no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e no Hospital Amadora-Sintra.

Chefes da urgência do Hospital de Ponta Delgada demitem-se
Notícias ao Minuto

10:19 - 30/11/22 por Notícias ao Minuto

País Hospitais

Conta-se, esta quarta-feira, mais uma demissão em bloco nos hospitais nacionais. Desta feita, os chefes do serviço de urgência do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, nos Açores, apresentaram a sua demissão, segundo avança a SIC Notícias.

Contactado pelo Notícias ao Minuto, não foi possível obter qualquer comentário ou informação do HDES sobre a notícia. Entretanto, o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, confirmou aos jornalistas a demissão dos 10 chefes do serviço de urgência do hospital, garantindo, no entanto, que "as escalas de urgências dos três hospitais" estão asseguradas.

Esta demissão, recorde-se, acontece após, na segunda-feira, os chefes de equipa do serviço de urgência geral (SUG) do Hospital Garcia de Orta, em Almada, terem seguido o mesmo caminho, em protesto contra a escala de dezembro, que disseram ficar "abaixo dos mínimos".

Por sua vez, na terça-feira, os chefes e subchefes das equipas do serviço de urgência de medicina do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) também se demitiram, acusando ter ficado em causa a qualidade assistencial e a segurança dos utentes.

Os médicos do Garcia da Orta dirigiram uma carta ao diretor clínico do hospital, bem como à presidente do Conselho de Administração e à diretora do Serviço de Urgência, onde alertam para o número de elementos abaixo dos mínimos - um ou dois elementos - previsto na escala para o mês de dezembro. "Não podemos como chefes de equipa, assistentes hospitalares de medicina interna e médicos deste hospital aceitar chefiar uma equipa de urgência nas presentes condições de trabalho e paupérrimas condições de prestação de cuidados no SUG como se encontram atualmente", lê-se na missiva, tornada pública pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

Segundo estes mesmos profissionais, as escalas dos últimos meses têm 'normalizado' equipas de quatro elementos alguns dos quais, acusam, sem autonomia para exercer, o que consideram ser um número insuficiente.

Já no Amadora-Sintra, a situação foi semelhante. 44 chefes e subchefes do serviço de urgência assinaram uma carta - também ela divulgada pelo SIM - dirigida à diretora clínica do hospital, com conhecimento da presidente do Conselho de Administração, onde anunciam a sua demissão, em protesto contra "as ausências de rumo e de estratégia que, face às dificuldades inerentes ao próprio SNS, permitiriam enfrentar os difíceis momentos que se avizinham com o melhor das capacidades do HFF e dos seus profissionais".

[Notícia atualizada às 15h19]

Leia Também: Chefes e subchefes da Urgência do Amadora-Sintra apresentam demissão

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