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Pizarro: "Situação nos hospitais" está "muito melhor" do que há 8 dias

Declarações proferidas pelo ministro da Saúde aos jornalistas.

Pizarro: "Situação nos hospitais" está "muito melhor" do que há 8 dias

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, garantiu esta segunda-feira, em declarações à comunicação social, que "hoje a situação nos hospitais portugueses é muito melhor do que a que existia na segunda-feira da semana passada".

As declarações foram proferidas à margem da conferência 'A Saúde Mental no Pós-Pandemia - Estigma e Combate', onde o governante marcou presença.

Questionado, de um modo mais concreto, acerca de um vídeo recente que dava conta da existência de longas filas de espera no Hospital Garcia de Horta, em Almada, Manuel Pizarro reforçou a posição oficial veiculada pela entidade médica. "Aquilo a que se refere foi desmentido pela administração do hospital, que considera aquele vídeo uma falsificação", argumentou.

Porém, depois de um jornalista o confrontar com a veracidade das imagens, o ministro da Saúde ressalvou não conhecer "a situação em concreto".

E acrescentou: "Eu reajo sempre com tristeza à notícia de que num ou noutro hospital estamos com dificuldades no atendimento. Mas eu também devo dizer que nós não podemos confundir isso com a situação geral dos serviços de saúde".

O ministro da Saúde garantiu ainda que se forem agora consultadas as informações relativas aos "hospitais da região de Lisboa", será possível ver que "hoje as coisas estão a correr francamente melhor".

"Os profissionais têm-se esforçado muito. Os médicos, enfermeiros e  os outros profissionais têm feito um grande esforço e a verdade é que, no geral, os portugueses estão a ser muito bem atendidos nos hospitais públicos", assegurou o governante. Isto apesar de admitir que "existem dificuldades" que é preciso "superar".

Questionado sobre se este é o "maior desafio" que tem a seu cargo, Manuel Pizarro assumiu que é um "grande desafio". Mas recordou, no entanto, que há um "desafio sistémico". E explicou: "Temos em Portugal um problema crónico com as urgências: temos um afluxo excessivo de pessoas às urgências. A culpa é das pessoas? Não acho que seja. Acho que a responsabilidade é da maneira como organizamos o sistema, que oferece poucas alternativas".

Posto isto, o ministro responsável pela pasta da Saúde explicou que no âmbito do "plano de contingência apresentado para a época de inverno, uma das medidas mais importantes é a abertura de centros de saúde com horários complementares: ao início da noite ou com horários ao fim de semana. Temos já 176 centros de saúde [...] que estão abertos para além do horário, e temos a expetativa de que esta e outras medidas ajudem a minorar o afluxo excessivo às urgências".

A propósito da reunião, marcada para esta segunda-feira, entre o Sindicato dos Médicos e o Ministério da Saúde, no âmbito da negociação formal entre ambas as partes acerca das condições de trabalho destes profissionais e da organização dos serviços e do trabalho médico, Manuel Pizarro apontou que "o diálogo está em curso", antecipando que julga ser possível "chegar a um entendimento".

"Esta é uma fase ainda muito embrionária deste diálogo, temos muitos assuntos em cima da mesa, numa agenda negocial muito vasta, mas o nosso objetivo é valorizar as carreiras profissionais", garantiu o ministro da Saúde.

O governante fez ainda questão de reforçar que o "melhor que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem são mesmo os seus profissionais, o que significa que nós temos de investir muito na valorização dessas carreiras nos mais diferentes domínios", não apenas no que diz respeito ao "aspeto remuneratório". 

A propósito destas negociações, o governante disse ter a "certeza" de que o Governo não será capaz de "agradar aos sindicatos em tudo o que eles pedirem", mas disse ter a "expetativa de que algumas" das "ideias" do executivo venham a ser "acolhidas".

Quanto às críticas que têm sido feitas acerca da dotação presente no Orçamento do Estado para o setor da Saúde,  Manuel Pizarro destacou que o "Orçamento para a Saúde tem o maior aumento de sempre. São mais 1.200 milhões de euros, mais de 10,5% de aumento em relação ao Orçamento inicial para o ano passado".

O governante disse, assim, estar "satisfeito" com essa mesma proposta orçamental, destacando que é um "Orçamento muito positivo para o SNS". Isto apesar de, elaborou, de este vir a ser um "Orçamento de execução muito exigente".

O atendimento nas urgências hospitalares tem sido, nos últimos meses, uma das questões mais problemáticas no seio do setor da saúde nacional. A antecessora de Manuel Pizarro, Marta Temido, viria efetivamente a renunciar ao cargo num contexto que era já de crise nas urgências hospitalares do SNS.

[Notícia atualizada às 10h36]

Leia Também: Sindicatos dos médicos e Ministério da Saúde voltam hoje às negociações

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