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Direitos humanos? "Todos temos de avançar muito nessa e noutras matérias"

Augusto Santos Silva está no Qatar para assistir ao jogo desta segunda-feira da Seleção Nacional de Futebol.

Direitos humanos? "Todos temos de avançar muito nessa e noutras matérias"

O Presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, considerou esta segunda-feira, após ser questionado se pensava que o Qatar necessidade de evoluir em matéria de direitos humanos, que todos os países têm "de avançar muito nessa e noutras matérias".

"Todos nós temos de avançar muito nessa e noutras matérias. Temos de avançar no que diz respeito ao nosso relacionamento e compreensão mútuas, temos de avançar consolidando os domínios em que somos fortes e melhorando nos domínios em que não somos fortes, e isso aplica-se a todos os países, incluindo Portugal", destacou, em declarações aos jornalistas no Qatar.

Questionado sobre as notícias que aludiam para a possibilidade de Portugal passar a ser incluído na "lista negra" do Qatar depois do Mundial'2022, que está a decorrer no país, Santos Silva disse apenas que as "suas responsabilidades hoje já não são de condução da política externa portuguesa", embora diga poder dize que "não há nenhum problema no relacionamento entre Portugal e o Qatar".

"É um relacionamento diplomático intenso. O Qatar é um dos estados do Golfo Pérsico em que nós temos um embaixador residente. O Golfo é uma região estratégica para nós", apontou ainda Santos Silva.

Santos Silva vai manter "contactos com as autoridades qataris e, evidentemente, na agenda estão todos os assuntos que têm interesse quer para Portugal, quer para o Qatar"

O líder do Parlamento português quis ainda recordar que quando Portugal teve de "retirar dezenas e dezenas de pessoas do Afeganistão, designadamente afegãos que tinham colaborado com as Forças Armadas portuguesas, numa operação muito difícil, fizemo-lo porque contámos com o apoio do Paquistão na rota terrestre, e do Qatar na rota aérea".

Augusto Santos Silva elucidou que "estas coisas não se esquecem", tal como acontece com a "posição muito clara que o Qatar tem tido na Assembleia Geral das Nações Unidas na condenação da guerra contra a Ucrânia", bem como com a "importância, do ponto de vista geopolítico e geoeconómico, que esta região tem hoje no mundo".

Apesar destas declarações, o Presidente da Assembleia da República destacou que, durante a sua estadia no país, vai manter "contactos com as autoridades qataris e, evidentemente, na agenda estão todos os assuntos que têm interesse quer para Portugal, quer para o Qatar".

Esta intervenção pública surgiu após o governo do país anfitrião do Campeonato Mundial de Futebol se ter mostrado insatisfeito com as declarações recentes dos governantes portugueses, nomeadamente de Marcelo Rebelo de Sousa e de António Costa.

Uma "mensagem de estímulo" à Seleção

Num outro âmbito, Augusto Santos Silva disse ainda ter endereçado, através do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, e "em nome do Parlamento", uma "mensagem de estímulo" e o "apoio de todo o povo português" aos jogadores que, esta segunda-feira, vão representar o país num embate frente ao Uruguai, pelas 19h.

"A Seleção de Futebol é um dos fatores mais importantes de unidade nacional, é muito importante para os que residem em Portugal, e tão mais importante para aqueles que vivem no estrangeiro. [...] Trata-se de um vínculo à pátria mãe", afirmou o Presidente da Assembleia da República.

Questionado ainda acerca das razões que o levaram a território qatari no decorrer do presente Mundial de Futebol, Santos Silva garantiu tê-lo feito para "apoiar a Seleção Nacional de Futebol", mas também por outras "três razões fundamentais".

"Em primeiro lugar, porque sendo agora a segunda figura do Estado português, […] faço parte desta boa tradição inaugurada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo primeiro-ministro, António Costa, de associar as figuras principais do Estado português às iniciativas que, no estrangeiro, mais prestigiam Portugal, e o futebol é uma delas. É uma das áreas em que nós temos mais projeção internacional e mais influência global", argumentou.

A "segunda razão", prosseguiu, prende-se com o facto de pretender prestar o seu apoio aos "portugueses que se deslocaram ao Qatar para apoiar a Seleção Nacional. É muito importante que eles percebam que está um país inteiro com eles também".

Por fim, Santos Silva disse ainda ter optado por realizar tal viagem para "apoiar o milhar e meio de portugueses que vivem no Qatar e que também vibram com a Seleção Portuguesa e com os seus feitos".

Recorde-se que Portugal vai defrontar, esta segunda-feira, o Uruguai, pelas 19h, naquele que se trata do segundo jogo a contar para a fase de grupos do Mundial de Futebol de 2022, a decorrer em solo qatari.

[Notícia atualizada às 08h20]

Leia Também: Adeptos qataris responderam ao protesto dos alemães... e recordaram Ozil

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