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Esposende. Casal mais velho e dois menores retirados ilesos de habitação

Duas pessoas de 22 anos morreram devido a um deslizamento. Escaparam "ilesas" duas crianças e um casal adulto.

Esposende. Casal mais velho e dois menores retirados ilesos de habitação

Um deslizamento de terras atingiu esta quarta-feira um casal em Esposende e fez dois mortos, com a Proteção Civil a adiantar que o trabalho para retirar os corpos do interior da habitação "será demorado", não havendo previsão para quando será possível continuar a operação.

Aos jornalistas, o comandante distrital da Proteção Civil de Braga, Rui Costa, informou que a habitação atingida "por terra e pedras" era "unifamiliar, constituída por três pisos".

"Dentro dessa habitação encontravam-se seis pessoas, das quais quatro foram retiradas ilesas, sem qualquer tipo de ferimento, nomeadamente um casal adulto, entre os 40 e os 50 anos, e duas crianças, de dois e 12 anos", contou o comandante.

As duas vítimas mortais são duas pessoas, uma do sexo masculino e outra do sexo feminino, ambas com 22 anos. A mulher era filha da habitante mais velha.

Sobre as crianças, Rui Costa disse apenas que "eram filhas da senhora residente na habitação" e irmãs da vítima mortal do sexo feminino.

Segundo as autoridades, as habitações não estavam em risco de desabamento e, até agora, não havia "registo de qualquer ocorrência deste tipo neste local". "São habitações totalmente consolidadas e não havia registo de obras", disse o responsável da Proteção Civil.

Há ainda a apontar a existência de uma habitação contígua, que não foi afetada. O comandante distrital informou que, "por precaução, todos os moradores" das habitações mais próximas "foram alertados para a situação e informados que deveriam sair do interior das habitações". As autoridades aguardaram por um parecer técnico sobre o risco de um novo deslizamento para proceder às operações e permitir o regresso dos moradores.

Rui Costa acrescentou ainda que as vítimas continuam no local já que, para já, não há ainda condições para a maquinaria e os operacionais resgatarem os corpos.

"As operações não estão a decorrer no sentido de tirar as vítimas, uma vez que está a ser feita a avaliação. Concluída, será feita a estabilização da habitação e serão retirados os corpos do interior", esclareceu, referindo que "falta chegar a maquinaria".

Questionado sobre o impacto das chuvas fortes que se fizeram sentir no Norte do país, e naquela região de Esposende em específico, no deslizamento de terras, Rui Costa disse que é "possível" que seja esse o motivo, mas deixou a confirmação para os engenheiros da Câmara Municipal de Esposende e dois engenheiros técnicos da Universidade do Minho que, confirmou, vão apoiar a investigação.

Entretanto, a Polícia Judiciária confirmou à agência Lusa que vai investigar a ocorrência quando a Proteção Civil garantir as condições de segurança.

À hora das declarações do comandante, estavam no local 27 operacionais e 12 veículos, dos Bombeiros Voluntários de Esposende e os de Viatodos, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), da Guarda Nacional Republicana (GNR), da Proteção Civil, da E-Redes e da Polícia Judiciária (PJ). Estão também presentes psicólogos da Câmara Municipal de Esposende e do INEM.

[Notícia atualizada às 10h28]

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