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Direitos humanos no Qatar? Marcelo quer ir ao país "dizer o que pensa"

O Presidente da República disse, esta sexta-feira, que pediu à Assembleia da República a autorização necessária para se deslocar ao Qatar, por forma a assistir aos jogos do Mundial'2022.

Direitos humanos no Qatar? Marcelo quer ir ao país "dizer o que pensa"

Marcelo Rebelo de Sousa comentou a polémica que se gerou após as declarações feitas ontem, quando sublinhou que o "Qatar não respeita os direitos humanos", tendo logo de seguida rematado: "Mas, enfim, esqueçamos isso".

Questionado sobre se estas palavras não terão "secundarizado" a questão dos direitos humanos, tema que tem vindo a estar em cima da mesa a nível mundial no âmbito da competição, Marcelo justificou-se com estar "nervoso" por assistir ao amigável entre Portugal e a Nigéria. "Perguntaram-me sobre futebol e eu é que introduzi os direitos humanos", apontou, repetindo: "Eu levantei a questão".

Em declarações aos jornalistas, numa visita a Fátima, o chefe de Estado disse que já tinha pedido à Assembleia da República autorização para ir ao país onde decorre a competição. "A minha ideia era primeiro em território português dizer o que penso da situação dos direitos humanos no Qatar e, depois, em território do país a que me desloco dizer o que penso dos direitos humanos", afirmou.

"No caso do Catar há duas dimensões que ontem apontei: uma é os direitos humanos em termos de liberdades das pessoas e outra é os direitos dos trabalhadores trabalharam na construção dos estádios", continuou, considerando que a situação foi "dramática em vários casos e que é uma situação que implica uma responsabilidade que um Estado de Direito deve garantir".

"Vou pela seleção nacional", sublinhou o Presidente. "É isso que justifica que se vá, como numa visita de Estado quando se vai a um país que tem um regime diferente do nosso. E tem que se ir porque senão não podíamos visitar 3/4 do mundo - nem receber, nem ter relações - porque 3/4 do mundo não são democráticos - são ditaduras", reforçou.

Marcelo Rebelo de Sousa falou ainda do apelo do Bloco de Esquerda, que pediu para que Marcelo não se deslocasse ao país, mas garantiu que ia esperar para saber qual era a "posição global dos partidos", que deverão discutir esta questão no início da próxima semana.

Já quanto às críticas da Amnistia Internacional, cujos responsáveis disseram hoje estar "estupefatos" com estas declarações, Marcelo foi peremptório: "Não tenho visto tantos chefes de Estado serem tão claros na condenação do que se passa em termos de direitos humanos no Qatar, sendo um país com o qual mantemos relações diplomáticas".

[Notícia atualizada às 14h31]

Leia Também: Amnistia Internacional Portugal "estupefacta" com declaração de Marcelo

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