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País não volta a ditadura porque democracia resiste a "todos os perigos"

O Presidente da República acredita que a democracia é capaz de resistir a todos os perigos e encontrar alternativas, dando a garantia de que o país não voltará a cair numa ditadura, tal como a seguir à Primeira República.

País não volta a ditadura porque democracia resiste a "todos os perigos"

Em declarações aos jornalistas, após a chegada ao Palácio de Belém, e já depois de ter discursado no âmbito das cerimónias do 05 de Outubro, Marcelo Rebelo de Sousa disse sentir que "a democracia tem forças para encontrar alternativas" e que essa é a grande diferença em relação ao que se passou no país há cem anos, "em que a República estava em perigo e caiu".

"O que eu quis dizer foi: não tenham medo que não vai acontecer o que aconteceu à Primeira República, que acabou em ditadura porque não houve alternativas que nascessem. Ou nascem dos que estão no poder ou nascem de outros, é a vida", afirmou o chefe de Estado, negando, no entanto, que nas suas palavras haja um recado ao atual primeiro-ministro, António Costa.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, trata-se mesmo de uma "evidência", apontando que com um regime democrático "há sempre alternativas" a quem está no poder, sejam próprias ou alheias, explicando que ou é capaz de encontrar as soluções que vão ao encontro dos problemas do país ou pode ser substituído por outros que o consigam.

Novamente comparando com a realidade da Primeira República, o Presidente da República referiu que esse era um "regime morto", que não permitia alternativas, enquanto hoje quem não muda pode sempre ser substituído por "outras forças políticas que podem entrar em campo e mudar".

Nesse sentido, referiu até que as recentes eleições legislativas, que deram maioria absoluta ao Partido Socialista, foram "uma chamada de atenção para todos os partidos, nomeadamente as oposições, para se fortalecerem para serem alternativas".

Sobre o perigo de algumas dessas forças políticas terem ideais mais extremistas ou que possam mesmo ser inconstitucionais, Marcelo lembrou que as ferramentas de controlo que atualmente existem são suficientes, nomeadamente através do Tribunal Constitucional ou de uma comunicação social livre.

Defesas que, sublinhou, não existiam há cem anos e que, para o Presidente, são a garantia de que "história não se vai repetir".

"A democracia tem força para resistir a todos os perigos: e a guerra é um perigo, e as consequências económicas da guerra é um perigo, e a pandemia foi um perigo, tem resistência para responder a isso", defendeu.

Marcelo sublinhou que o país está a atravessar um período "em que as várias forças políticas, económicas e sociais estão a tentar compreender o que se está a passar no mundo" e apontou que isso irá obrigar a mudar de vida.

"Quando acabou a pandemia foi dito que íamos entrar num novo normal, nós vamos entrar em dois novos normais: um novo normal em que mudamos de vida por causa da pandemia e vamos mudar de vida por causa da guerra e ainda não sabemos quanto", vaticinou.

Apontou ainda que os portugueses têm uma grande maturidade democrática e são muito sensíveis aos problemas que vão aparecendo e às soluções que são ou não encontradas, reagindo "quase instantaneamente".

Leia Também: O Presidente "é a voz dos portugueses", mas "nós agimos e resolvemos"

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