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"Se no final não houver acordo, quem tem maioria tem de usar a maioria"

O primeiro-ministro considerou hoje que o PSD demonstra vontade efetiva de chegar a um acordo sobre o novo aeroporto de Lisboa, mas avisou que usará a maioria PS se no final do processo estabelecido se verificarem divergências.

"Se no final não houver acordo, quem tem maioria tem de usar a maioria"

António Costa assumiu esta posição na sessão de abertura da VI Cimeira do Turismo Português, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, num discurso que dedicou cerca de 30 minutos à questão do novo aeroporto.

"Perguntam-me se tenho a certeza que vai haver acordo sobre a solução. Eu não posso responder pelo líder da oposição [Luís Montenegro]. Mas há uma coisa que tenho a certeza: É que o facto de ter sido possível um entendimento [com o PSD] sobre a metodologia é um primeiro passo decisivo para podermos ter um acordo sobre a solução final", começou por defender o líder do executivo.

António Costa disse que pode "testemunhar algo mais" sobre a atuação do PSD de Luís Montenegro ao longo dos últimos meses de negociações.

"Verifiquei sempre da parte do líder do maior partido da oposição a vontade efetiva de procurar um acordo. Se vamos conseguir o acordo, não sei, mas sei que ambos desejamos chegar a acordo. É como na concertação social", disse, tendo à sua frente na plateia presidentes de confederações patronais.

Da parte do líder do maior partido da oposição, António Costa disse estar convicto que sente "a mesma vontade de chegar a acordo".

"Dir-me-ão, vamos esperar mais um ano, mas a lei impõe a avaliação ambiental estratégica (AAE) e teríamos sempre de a fazer. E fazê-la sem um acordo sobre a metodologia era começar a envenenar logo no princípio aquilo que pode ser uma solução de acordo. Se no final não houver acordo, é da vida, quem tem maioria tem de usar a maioria", advertiu.

Neste contexto, António Costa procurou deixar a garantia de que, pela sua parte, tudo fará para que a solução seja de acordo, porque "é bom para o país que assim seja".

"É bom para o país que, com mudanças de Governo ou de lideranças [partidárias] na maioria ou na oposição, esta decisão seja tomada de uma vez por todas. O maior custo é o custo da não decisão", frisou.

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