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Serra da Estrela. "Era importante agir já", considera Catarina Martins

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, considerou hoje necessário "intervir já no território" da serra da Estrela para reduzir os estragos dos incêndios do verão.

Serra da Estrela. "Era importante agir já", considera Catarina Martins
Notícias ao Minuto

14:23 - 19/09/22 por Lusa

Política Incêndios

Segundo Catarina Martins, o que aconteceu este verão no Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) "foi um verdadeiro desastre", não só para as pessoas que vivem e trabalham na zona, mas, do ponto de vista ambiental, foi também "um desastre enorme" para o país.

"E era muito importante agir já. Porque, em 2017 vários relatórios foram feitos sobre intervenções urgentes e onde já se falava do perigo de acontecer alguma coisa com o PNSE. E as recomendações dos técnicos foram feitas, mas depois, o Governo, não fez nada", disse.

A coordenadora do BE falava aos jornalista no mercado do Fundão, no distrito de Castelo Branco, onde contactou com produtores locais e ouviu preocupações sobre o aumento da inflação e do impacto desta na sua atividade e no preço dos produtos.

"E portanto, para lá de nós precisarmos que os apoios cheguem rapidamente às pessoas agora, é também preciso intervir já no território (...), não [para] reconstruir o que foi perdido, isso não será possível, mas, pelo menos, para reduzir o máximo que podemos o enorme estrago destes incêndios. E essa ação é urgente. E, na verdade, sobre isso, também ainda não ouvimos nada", afirmou.

Na opinião de Catarina Martins, era importante que os apoios "chegassem verdadeiramente a quem deles necessita".

"Isso era extraordinário. Nós temos tido experiências de apoios após apoios, em que as condições burocráticas, administrativas, excluem boa parte das pessoas que precisam deles", concluiu a dirigente nacional do BE.

A serra da Estrela foi afetada por um incêndio que deflagrou em 06 de agosto em Garrocho, no concelho da Covilhã (distrito de Castelo Branco) e que foi dado como dominado no dia 13. O fogo sofreu uma reativação no dia 15 e foi considerado novamente dominado em 17 do mesmo mês, à noite.

As chamas estenderam-se ao distrito da Guarda, nos municípios de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira, e atingiram ainda o concelho de Belmonte, no distrito de Castelo Branco.

No dia 25, o Governo aprovou a declaração de situação de calamidade para o PNSE, afetado desde julho por fogos, conforme pedido pelos autarcas dos territórios atingidos.

A situação de calamidade foi já publicada em Diário da República e vai vigorar pelo período de um ano, para "efeitos de reposição da normalidade na respetiva área geográfica".

Leia Também: Catarina Martins considera que Portugal "precisa de soberania alimentar"

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