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  • 29 SETEMBRO 2022
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Incêndios. Quase 250 bombeiros combatiam fogo em Gouveia pelas 22h30

O incêndio em Gouveia, no distrito da Guarda, mobilizava às 22h30 de hoje perto de 250 operacionais, sendo o fogo ativo em Portugal continental que reunia mais preocupações, segundo a Proteção Civil.

Incêndios. Quase 250 bombeiros combatiam fogo em Gouveia pelas 22h30

O fogo deflagrou pelas 15h41 em Nabais, concelho de Gouveia.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Gouveia referiu, pelas 18h15, que o incêndio tinha uma frente ativa e estava a evoluir rapidamente.

"Começou na União de freguesias de Melo e Nabais e está a evoluir pela encosta acima e já está na freguesia de São Paio e dentro da freguesia de Gouveia cidade, e em direção ao Curral do Negro, onde está o nosso parque de campismo e uma área de excelência de Gouveia", disse Jorge Ferreira.

Segundo a página oficial da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), encontravam-se no terreno, pelas 22h30, 243 operacionais, com o apoio de 70 viaturas.

Os restantes fogos ativos em Portugal continental, que deflagraram a partir das 21:00, tinham poucos operacionais no terreno.

Mais de 900 operacionais, 311 viaturas, mantinham-se em ações de rescaldo e consolidação na Serra da Estrela, que atingiu concelhos dos distritos da Guarda e Castelo Branco.

Também o fogo que começou nas Caldas da Rainha (Leiria) e passou para Rio Maior (Santarém) e Azambuja (Lisboa), já dominado, concentrava no terreno perto de 400 bombeiros, com 131 meios terrestres.

Os seis municípios abrangidos pelo Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), Guarda, Covilhã, Celorico da Beira, Gouveia, Seia e Manteigas, exigiram hoje que seja decretado "estado de calamidade", devido ao incêndio que atinge a região, e apoios imediatos para colmatar prejuízos de "centenas de milhões de euros".

O Presidente da República afirmou hoje que na sexta-feira serão anunciadas as medidas para os próximos dias devido ao risco de incêndio e alertou que as próximas duas semanas se preveem difíceis.

De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, se for preciso adotar mais medidas caso as circunstâncias evoluam negativamente, "quem tem de as adotar não deixará" de o fazer.

Marcelo disse ainda que se prevê "duas semanas difíceis" pela frente.

Leia Também: Incêndios. Governo vai reunir-se com autarcas de concelhos mais afetados

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