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Peregrinação a Compostela prova que jovens querem ser "construtores da paz"

O cardeal António Marto disse hoje que os jovens que participam na Peregrinação Europeia (PEJ 2022), em Santiago de Compostela, Espanha, na qual é enviado do Papa, mostram querer ser "construtores da paz" num momento de pós-pandemia e guerra.

Peregrinação a Compostela prova que jovens querem ser "construtores da paz"

"Podemos dizer todos juntos, em voz alta, para que nos ouçam: viemos a Compostela para nos encontrarmos, para partilhar a nossa fé, mas também unidos pelo mesmo propósito: queremos ser construtores de paz. Unidos pela mesma fé, pela mesma solidariedade e pela mesma responsabilidade, queremos ser construtores de um mundo sem guerras, sem ódio, sem discriminação racial, um mundo fraterno, onde ninguém é deixado para trás", afirmou o bispo emérito de Leiria-Fátima no Convento de Santo Domingo de Bonaval, em Santiago de Compostela, onde foi recebido pelas 12:30 (11:30 em Lisboa).

À sua espera, o cardeal António Marto tinha o agrupamento folclórico Colexiata do Sar e uma igreja cheia onde, à entrada, foi aplaudido de pé.

Numa cerimónia que durou cerca de uma hora, e num discurso de 15 minutos, o enviado especial do Papa à Peregrinação Europeia de Jovens lembrou que este é um "momento privilegiado de encontro" através do qual os mais novos podem enviar um sinal claro: "Os jovens, que são o presente e o futuro da igreja e do mundo, querem paz, queremos paz e faremos todo o possível para trabalhar para ela".

Para o bispo emérito de Leiria-Fátima, esta peregrinação, que começou na quarta-feira e termina no domingo, juntando mais de 12 mil jovens europeus, adquire um significado excecional no contexto histórico atual, estando enquadrada por dois cenários "relevantes e desafiantes".

"O cenário eclesial, de uma igreja em caminho sinodal, chamada a uma reforma evangélica e à descoberta de novos caminhos, métodos e meios e de novas linguagens para o anúncio do evangelho a um mundo novo em turbulência", sublinhou.

Somando-se a isto o atual cenário mundial que vive o "drama" do pós-pandemia e da guerra às portas da Europa com consequências globais "imprevisíveis", principalmente para os mais pobres, salientou.

"O mundo não é e não será o mesmo que era antes da pandemia e da guerra na Europa, uma realidade que nos pareceria impossível e intolerável", vincou o cardeal António Marto.

Motivo pelo qual esta peregrinação é um sinal de esperança por um mundo melhor, considerou.

Antes de seguir numa peregrinação simbólica até à Catedral de Santiago de Compostela, onde está o túmulo do apóstolo Santiago, o bispo emérito de Leiria-Fátima lembrou que daqui a um ano, na primeira semana de agosto, terá lugar em Lisboa a Jornada Mundial da Juventude 2023 (JMJ2023).

"A peregrinação dos jovens europeus a Santiago é já uma etapa a caminho de Lisboa. Quero reiterar aqui o convite aos jovens da Galiza, de Espanha e de toda a Europa em nome do nosso amado Papa Francisco, a partir de agora, temos um encontro marcado em Lisboa. Esperamos lá por vocês com todo o coração e de braços abertos", concluiu.

Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer entre os dias 01 e 06 de agosto de 2023, prevendo-se a participação de centenas de milhares de jovens e do papa Francisco, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

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