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Polícias? "Temos 4 vezes mais por 100 mil habitantes do que a Finlândia"

O ministro da Administração Interna afirmou que Portugal tem também "maior número de esquadras, muito significativamente acima da média da grande Área Metropolitana de Madrid, (...) de Paris e mesmo até de Nova Iorque".

Polícias? "Temos 4 vezes mais por 100 mil habitantes do que a Finlândia"

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, defendeu, esta segunda-feira, que Portugal tem “maior número de polícias por 100 mil habitantes”, comparando com outros países europeus, nomeadamente Espanha, França e Alemanha.

“Nós temos também maior número de esquadras, muito significativamente acima da média da grande Área Metropolitana de Madrid, (...) de Paris e mesmo até de Nova Iorque”, começou por afirmar em declarações aos jornalistas antes de uma reunião com as chefias da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Em causa está o encerramento da 9.ª Esquadra da PSP do Porto, no Infante, que o autarca Rui Moreira já considerou demonstrar uma “grande insensibilidade” que irá contribuir para um “sentimento de insegurança e abandono da população”.

“Para se ter uma pequena ideia, nós temos em Portugal 442 polícias por 100 mil habitantes, no caso de Espanha, há 369 polícias por 100 mil habitantes, em França 322 polícias por 100 mil habitantes, na Alemanha 301”, elucidou.

“E um país, que é dos mais avançados da Europa, a Finlândia, tem 135 polícias por 100 mil habitantes. Nós temos quase quatro vezes mais do que tem a Finlândia por 100 mil habitantes”, acrescentou.

Segundo o ministro, o Governo comprometeu-se a “grandes mudanças”, que passam pela “adoção de uma estratégia integrada de segurança urbana”, que irá dar seguimento às reuniões tidas com a Área Metropolitana de Lisboa e do Porto.

A estratégia irá atuar em “dois instrumentos importantes”, que “têm a ver” com a revalorização dos contratos locais de segurança e a reorganização dos termos em que "o dispositivo policial faz o atendimento".

Ministro quer distribuir funções 

“Temos também uma nova abordagem para garantirmos maior policiamento e darmos mais segurança às pessoas e mais sentimento de segurança porque a segurança não é apenas objetiva, mas também é uma perceção que se cria sobre a segurança”, frisou, acrescentando que será possível colocar mais polícias nas ruas se algumas das suas funções passarem para "outros serviços da própria administração". A título de exemplo, se um cidadão perder a sua carteira, poderá reportar a situação numa loja de Cidadão, em vez de uma esquadra.

Está também em curso um plano para “recrutar mais 900 polícias, que estão a finalizar a sua formação em Torres Novas” e servirão “naturalmente para reforçar as equipas que temos ao dispor da população” e para “as distribuir onde agora fazem mais falta, nomeadamente no período de verão”.

Autorizado novo processo de recrutamento 

“Temos também autorizado pelo Ministério da Administração Interna, o recrutamento de mais 1.020 polícias e, portanto, aguardamos que até outubro/novembro possamos também lançar mais um recurso de reforço de polícias”, acrescentou, frisando, no entanto, que Portugal, comparando com os outros países europeus, tem "números suficientes para responder àquilo que os cidadãos desejam".

Questionado sobre se a distribuição de tarefas e o possível encerramento de esquadras seria aplicado a nível nacional, José Luís Carneiro frisou que “temos de olhar para os meios que temos e ver como é que eles podem ser mais eficientes”.

“Aquilo que sabemos é que a população quer ver mais policiamento na rua, é sinal de que confiam nos polícias, querem ver mais patrulhamento. Para essa garantia, é necessário avançarmos com um diálogo com os municípios e com as freguesias - porque são a primeira ponte do diálogo entre os cidadãos e a administração pública - para podermos reorganizar a nossa resposta”, reiterou.

Esquadra do Porto "suspendeu atendimento"

Sobre o encerramento da esquadra do Porto, o ministro afirmou que o estabelecimento “não foi encerrado, mas suspendeu o atendimento até às 16h da tarde” e lembrou que “não é a primeira vez” que tal acontece na Área Metropolitana do Porto e noutros pontos do país. No entanto, revelou que não foi informado acerca da decisão, mas descartou "falta de coordenação". 

"Não é a primeira vez que na área metropolitana do Porto e em outros locais do país que se ajusta o horário de atendimento. O atendimento pode ser feito de várias formas", precisou.

O ministro acrescentou que a comandante da PSP do Porto "teve de tomar uma decisão", que passou por "ter patrulha ou esquadra", e optou "por ter patrulha porque a patrulha é aquilo que se movimenta pela cidade e para onde as pessoas necessitam".

José Luís Carneiro disse também que não foi informado dessa decisão, mas já teve "oportunidade de falar com o presidente da Câmara do Porto sobre as formas diversas e adequadas às necessidades dos cidadãos", nomeadamente o atendimento de pessoas em outros matérias de baixa gravidade.

[Notícia atualizada às 14h36]

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