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Arroios espera há três meses por reunião urgente com o MAI

A Junta de Arroios, em Lisboa, denunciou hoje que está há três meses à espera de uma audiência urgente com o ministro da Administração Interna devido ao "aumento generalizado de insegurança" na freguesia.

Arroios espera há três meses por reunião urgente com o MAI
Notícias ao Minuto

13:43 - 07/07/22 por Lusa

País Arroios

Em comunicado, a Junta de Freguesia de Arroios acusa o Governo de ignorar o executivo, avançando que a presidente Madalena Natividade (independente eleita nas listas do CDS) pediu uma "audiência com caráter de urgência" a José Luís Carneiro, que tem o pelouro da segurança pública, em 11 de abril.

Na carta enviada ao ministro da Administração Interna, o executivo de Arroios referia que o pedido da audiência se devia a "um forte agravamento de uma onda de furtos, assaltos e arrombamentos na área freguesia", assim como "um crescendo de insegurança que urge pôr termo".

Perante a inexistência de qualquer resposta, a junta adiantou hoje ter enviado nova missiva, em 25 de maio, nos mesmos termos da anterior e com carimbo de urgente.

Nesta segunda carta, e de acordo com a nota da junta, além de mencionar o primeiro documento, referia a "inexistência de qualquer sinal ou ação que demonstrassem, por atos ou palavras, que o assunto estivesse a ser considerado, observado ou estudado por parte da tutela da segurança pública".

Em 28 de junho foi recebida uma resposta da chefe de Gabinete da Secretária de Estado da Administração Interna, esclarecendo que ainda não tinha havido "disponibilidade" para a reunião "por motivos de agenda", indisponibilidade "que se mantém até hoje" segundo a junta.

Tendo em conta que na próxima segunda-feira perfazem três meses desde o envio da primeira carta, a autarquia decidiu "tornar pública esta bizarra situação, pelo agravar da situação de insegurança no seu território -- lembrando os recentes assaltos violentos, até já com vítimas de facadas -- e em nome dos moradores e comerciantes da freguesia de Arroios que vivem momentos particularmente complicados e de medo".

"Não é, para nós, compreensível que, perante os problemas de segurança que são públicos e amplamente noticiados, e com uma população que se encontra amedrontada e que há muito solicita mais policiamento e mais segurança, a entidade que tutela a segurança pública simplesmente ignore a situação e não consiga, em três meses, arranjar 'agenda' para falar de assuntos tão graves", refere a nota.

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